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Bacia do Nordeste

Publicado: Quarta, 12 de Novembro de 2014, 17h47 | Última atualização em Quarta, 07 de Janeiro de 2015, 15h32

bacia nordeste

Bacia do Parnaíba

CARACTERÍSTICAS:

Área aproximada em km²: 327.107

Estados Abrangidos: Maranhão e Piauí.

Principais Rios: Parnaíba, Parnaibinha, Uruçui, Vermelho, Balsas, Uruçui Preto, Gurguéia, Riachão, Bacuri, Canindé, Poti e Longá.

Rios Considerados: Parnaíba.

Características Gerais do Transporte na Bacia: 
A navegação no rio Parnaíba, atualmente, é praticada por aproximadamente 140 embarcações autopropulsadas, de pequeno e médio porte, com capacidade de carga variando entre 1,0 e 12,0 toneladas.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES

O Rio Parnaíba tem um curso total de aproximadamente 1.334 km, sendo navegável em dois trechos compreendidos entre: a sua foz no Oceano Atlântico e a Barragem de Boa Esperança, no km 749, e a Barragem de Boa Esperança e a cidade de Santa Filomena, no km 1.240. A navegação no Parnaíba é praticada por embarcações de madeira autopropulsadas, de pequeno e médio porte, com capacidade de carga variando entre 1,0 e 12,0 toneladas, no transporte de carga geral como: arroz, milho, feijão, babaçu, carnaúba, cana de açúcar, algodão, mandioca, farinha de mandioca, pescados, crustáceos e gêneros diversos, para abastecimento das populações ribeirinhas e passageiros entre as cidades e os diversos povoados ao longo da via.

O Parnaíba é navegável desde sua foz até as cidades de Santa Filomena / Alto Parnaíba, num percurso de 1.240 Km, onde os maiores obstáculos são constituídos por bancos de areia e alguns afloramentos rochosos. No trecho da hidrovia, entre Santa Filomena e Teresina, a navegação encontra-se interrompida na localidade de Guadalupe, onde foi implantada a Barragem de Boa Esperança no km 743, para fins de geração de energia elétrica, com um desnível de 47 m, os quais somente poderão ser vencidos quando concluídas as obras do Sistema de Eclusas de Boa Esperança, paralisadas desde 1982. A Barragem de Boa Esperança eliminou parte desses obstáculos e tornou possível a navegação a montante. O Parnaíba é navegado em corrente livre e no seu estado natural, entre as cidades de Uruçui e Santa Filomena e no trecho a jusante, da barragem até a sua foz.

As saídas naturais para o Atlântico de modo a alcançar os portos marítimos exportadores, como o Porto do Itaqui (MA), o Porto de Mucuripe (CE) e o Porto de Pecém (CE), das cargas com escoamento previsto pelo "Corredor do Nordeste" terão como ponto principal de conexão, a cidade de Teresina (PI), onde serão executados os transbordos do modal hidroviário interior para os modais ferroviários e rodoviários, buscando-se o atingimento dos portos marítimos exportadores citados, já em operação.

Sobre o curso navegável do Parnaíba, existem 05 pontes rodoviárias e pequenos atracadouros hidroviários do tipo rampa de acostagem e cais em muro de arrimo nas cidades de Parnaíba, Luzilândia, Barão do Grajaú, Timon, Amarante, União, São Francisco do Maranhão, Palmeirais, Tasso Fragoso, Parnarama, Floriano, Teresina, Alto Parnaiba, Ribeiro Gonçalves, Santa Filomena e no rio das Balsas, Balsas e Loreto.

O rio das Balsas nasce no ponto de encontro da Chapada das Mangabeiras com a Serra do Penitente, em altitudes superiores a 700 m, no Estado do Maranhão, numa extensão total de 525 km, aproximadamente, surgindo como a principal via de integração com o rio Parnaíba no escoamento dos grãos oriundos da cidade de Balsas.

 

Hidrovia do Parnaíba

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Extensão navegável: 1.176 km 

Largura média: 300 a 350 m 

Declividade média: 20 cm / km 

REGIME HIDROLÓGICO

Período de águas baixas: Agosto / Dezembro 

Período de águas altas: Janeiro / Julho 

Gabarito proposto pelo PNVNI / 89: III da Foz/Guadalupe até Floriano e IV de Guadalupe até Santa Filomena. (ver quadro à fl.6) 

NAVEGABILIDADE

Sistema de sinalização / balizamento: Inexistente

Restrições à navegação: 
Ponte Rodoferroviária com tirante de ar reduzido; Trechos com pequenas profundidades devido aos depósitos aluvionais denominados secos ou razeiros; Existência de inúmeras corredeiras e pequenos afloramentos rochosos, no trecho a montante da barragem de Boa Esperança; Barragem de Boa Esperança, com as obras do sistema de eclusas paralisadas. 

Comboio-tipo: 

INTERFERÊNCIAS E MULTIMODALIDADE 

Corredor de Transporte abrangendo a Hidrovia: Programas regionais de transporte, com a integração à BR-235/PI, trecho Alto Parnaíba - Bom Jesus, e a construção de terminal de grãos em Santa Filomena e Teresina. 

Principais entroncamentos intermodais: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Alto Parnaíba - MA PK: 1.240
2. Uruçui - PI PK: 883
3. Benedito Leite - MA PK: 883
4. Teresina - PI PK: 417
5. Parnaíba - PI PK: 16

Cidades ribeirinhas: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Alto Parnaíba - MA PK: 1.240
2. Santa Filomena - PI PK: 1.240
3. Ribeiro Gonçalves - MA PK: 973
4. Uruçui - PI PK: 883
5. Floriano - PI PK: 668
6. Teresina - PI PK: 417
7. Parnaíba - PI PK: 016

Portos e Terminais: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Alto Parnaíba - MA PK: 1.240
2. Santa Filomena - PI PK: 1.240
3. Floriano - PI PK: 668
4. Teresina - PI PK: 417
5. Timon - MA PK: 417
6. Parnaíba - PI PK: 16

Travessias no Rio Parnaíba: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Santa Filomena Alto Parnaíba PK 1.240
Município: Santa Filomena - PI Município: Alto Parnaíba - MA 
2. Ribeiro Gonçalves Ribeiro Gonçalves PK 973
Município: Ribeiro Gonçalves - MA Município: Ribeiro Gonçalves - MA 
3. Benedito Leite Urucui PK 883
Município: Benedito Leite - MA Município: Urucui - PI 
4. S. F. do Maranhão Amarante PK 593
Município: S. F. do Maranhão - MA Município: Amarante - PI 
5. Ribeirão Azul Penedo PK 546
Município: S. F. do Maranhão - MA Município: Palmeirais - PI 
6. Parnarama Barreiros PK 507
Município: Parnarama - MA Município: Palmeirais - PI 
7. Caititus Palmeirais PK 508
Município: Parnarama - MA Município: Palmeirais - PI 
8. Caxias Novo Nilo PK 
Município: Caxias - MA Município: União - PI 
9. Duque Bacelar Chibança PK 285
Município: Duque Bacelar - MA Município: Miguel Alves - PI 
10. Duque Bacelar Chibança PK 285 
Município: Duque Bacelar - MA Município: Miguel Alves - PI 
11. Porto Formoso Luzilândia PK 145
Município: São Bernardo - MA Município: Luzilândia - PI 

Outras obras (pontes, eclusas, etc): Pontos quilométricos (PK´s) 
1. Ribeiro Gonçalves - MA (Ponte Rodoviária) PK: 983
2. Floriano - PI / Barão de Grajaú (Ponte Rodoviária) PK: 668,7
3. Teresina - PI / Timon - MA (Ponte Rodoviária) PK: 422,6
4. Teresina - PI / Timon - MA (Ponte Rodoferroviária) PK: 421
5. Jandira - PI (Ponte Rodoviária) PK: 52
6. Parnaíba - PI (Ponte Rodoviária) PK: 16

HIDROVIA DO PARNAÍBA - MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS - 2000

Período de Referência: Ano de 2000
Terminal de OrigemTerminal de DestinoDistância (km)Quantidade (t)Produção de Transporte(tku)Produtos MovimentadosPrincipais Empresas de Navegação
Uruçui / Benedito Leite (MA) Curimatã 22 185 4.072 Carga Geral Diversas
Espinhas 27 184 4.975
Tucuns 32 369 11.823
Catingueiro 46 860 39.558
Saco 46 982 45.195
Surubim 55 975 53.643
Olho D'Água 55 739 40.635
Morrinho 65 800 51.594
Santa Bárbara 89 615 54.771
Ribeiro Gonçalves 105 491 51.555
Floriano / Barão do Grajaú (MA) Barra do Gurgueia 47 215 10.082 Carga Geral Diversas
Salina 53 322 16.880
Barrag. Boa Esperança 74 535 39.619
Timon (MA) Parnarama 91 313 28.355 Carga Geral Diversas
União 70 190 13.311
Repartição (MA) Milagres 75 216 16.219 Carga Geral Diversas
Miguel Alves 71 425 30.157
Luzilandia (MA) Parnaíba 120 934 112.390 Carga Geral Diversas
Milagres 49 143 7.028
Magalhães de Almeida 26 258 6.710
Conceição (Araioses) (MA) Carnaubeira 17 9.754 160.933 Carga Geral Diversas
Tatus 17 1.263 21.471
Canárias 17 1.217 20.689
Torto 26 620 16.116
Morro do Meio 27 540 14.586
Cajú 27 497 13.431
Carrapato 33 537 17.716
Parnaíba 21 870 18.523
Carnaubeira (Araioses) (MA) Conceição 17 1.293 21.333 Carga Geral Diversas
Água Doce 21 889 18.667
Tatus 30 1.996 59.870
Tutoia 49 1.711 82.961
Parnaíba 39 1.740 68.363
Tucuns (Parnaíba - PI) Magalhães de Almeida 94 302 28.460 Carga Geral Diversas
Luzilândia 120 469 56.470
Salgado (Parnaíba - PI) Carnaubeira 39 1.708 67.122 Carga Geral Diversas
Tutoia 94 1.623 153.008
Luiz Correia 17 1.015 17.263
Tatus (Morro da Mariana - PI) Conceição 17 1.282 21.792 Carga Geral Diversas
Carnaubeira 30 1.969 59.057
Torto 33 1.152 38.000
Morro do Meio 45 994 44.730
Tutoia 64 1.976 126.432
TOTAIS45.1691.785.564 
Fonte: Administração das Hidrovias do Nordeste - AHINOR

 

 Bacia do Itapecurú

CARACTERÍSTICAS

Área aproximada em km²: 52.700

Estados Abrangidos: Maranhão

Principais Rios: Itapecuru, Alpercatas, Pucumã, Correntes, Santo Amaro e Itapecuruzinho.

Rios Considerados: Itapecuru

Características Gerais do Transporte na Bacia: 
O transporte hidroviário na bacia do Itapecuru é praticado por pequenas embarcações de madeira, autopropulsadas, com capacidade de carga variando de 2,5 a 7,0 toneladas, transportando a produção agrícola da região; carga geral e passageiros.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES 
O rio Itapecuru tem suas nascentes nas serras da Croeira e do Itapecuru, percorrendo uma extensão navegável de 565 km, desde Colinas até sua foz.

Tomando-se como critério de divisão a navegabilidade, o rio Itapecuru divide-se em dois trechos nitidamente diferentes: Alto Itapecuru - das nascentes até as proximidades da cidade de Caxias, numa extensão de 537 km aproximadamente, desnível de cerca de 345 m, e declividade média no trecho de aproximadamente 64 cm/km. Devido a existência de inúmeras corredeiras, que é outro obstáculo para a navegação o alto Itapecuru, no período da estiagem não pode ser navegado com segurança, necessitando de obras de canalização. As mais importantes, estão localizadas na parte inferior do trecho, pouco a montante da barra do Itapecuruzinho, Baixo Itapecuru - da cidade de Caxias até a barra, com cerca de 360 km de percurso, pode ser considerado navegável o ano todo. Nas estiagens surgem dificuldades devidas as pequenas profundidades provocadas pelos depósitos aluvionais denominados "secos ou razeiros". Nas águas altas, os tirantes de ar livres sob algumas pontes tornam-se um empecilho à navegação, acarretando, inclusive, transbordamentos. Da cidade de Caxias até a foz o desnível total é de 55 metros, apresentando, portanto, uma declividade média de 15 cm/km, com profundidade média variando entre 2 e 3 metros, na maior parte do trecho.

O Governo do Estado do Maranhão, através da Gerência de Qualidade de Vida está desenvolvendo estudos visando a elaboração do "Plano Diretor" da Bacia do Itapecuru.

 

Hidrovia do Itapecurú

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Extensão navegável: 610 Km

Largura média: 65 m

Declividade média: 39 cm/Km

REGIME HIDROLÓGICO

Período de águas baixas: Agosto / Novembro

Período de águas altas: Dezembro / Julho

Gabarito proposto pelo PNVNI / 89: IV e V

NAVEGABILIDADE

Sistema de sinalização / balizamento: Inexistente
Restrições à navegação:
Pontes Rodoviária e Ferroviária com "tirante de ar" reduzido. Trechos com pequenas profundidades devido aos depósitos aluvionais denominados "secos ou razeiros", no trecho entre as cidades de Itapecuru-Mirim e Caxias; Existência de inúmeras "corredeiras" no trecho a montante de Caxias, e alguns pequenos "afloramentos rochosos" no trecho entre as cidades de Coroatá e Caxias.

Comboio-tipo:

INTERFERÊNCIAS E MULTIMODALIDADE

Corredor de Transporte abrangendo a Hidrovia:

Principais entroncamentos intermodais: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Caxias PK: 360
2. Codó PK: 279
3. Itapecuru-Mirim PK: 120
4. Rosário PK: 35

Cidades ribeirinhas: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Caxias PK: 360
2. Codó PK: 279

Portos e Terminais: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Caxias PK: 360
2. Codó PK: 279
3. Itapecuru-Mirim PK: 120
4. Rosário PK: 35

Travessias no rio Itapecuru: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Provisória Trizidela PK: 156
Município: Pirapemas (MA) Município: Pirapemas (MA)
2. Cantanhede Trizidela PK: 156
Município: Cantanhede (MA) Município: Pirapemas (MA)

Travessias por balsas guiadas por cabos de aço

Outras obras (pontes, eclusas, etc): Pontos quilométricos (PK´s)
1. Colinas (Ponte Rodoviária BR-135) PK: 560
2. Caxias (Ponte Rodoviária BR-316 - Contorno) PK: 361
3. Caxias (Ponte Rodoviária - Centro) PK: 360
4. Caxias (Ponte Ferroviária - Rede Nordeste) PK: 360
5. Caxias (Ponte Rodoviária - Centro) PK: 360
6. Codó (Ponte Rodoviária MA-026) PK: 279
7. Timbiras (Ponte Rodoviária - Centro) PK: 252
8. Coroatá (Ponte Rodoviária MAs -122/235/020) PK: 214
9. Itapecuru Mirim (Ponte Rodoviária BR-222) PK: 120
10. Rosário (Ponte Rodoviária BR-402 / MA-110) PK: 35

Outras informações julgadas importantes:
O rio Itapecuru, além de abastecer com água potável todas as cidades ribeirinhas e ainda outras cidades localizadas na área de influência de sua bacia, abastece através do Sistema Italuis, parte da Cidade de São Luís e seu Distrito Industrial. É utilizado, ao longo do seu curso, para o abastecimento de indústrias implantadas nas proximidades do seu curso, servindo também, na captação de água para irrigação de projetos agropecuários, localizados nas suas margens.

 

Bacia do Mearim

CARACTERÍSTICAS

Área aproximada em km²: 94.710
Estados Abrangidos: Maranhão.

Principais Rios: Mearim, Pindaré, Grajaú, Das Flores e Corda.

Rios Considerados: Mearim e Grajaú.

Características Gerais do Transporte na Bacia:
Pequenas embarcações de madeira autopropulsadas, com capacidade de carga variando de 2,0 a 10,0 toneladas.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
O rio Mearim tem suas nascentes nas encostas setentrionais da Serra da Menina, em altitudes de 400 a 500 m aproximadamente, e numa latitude de 06º 59' S, com curso total de aproximadamente 930 km, sendo navegável somente em parte do alto Mearim e nos trechos médio e baixo do rio, compreendido entre a sua foz na Baia de São Marcos e a cidade de Barra do Corda no km 645. A navegação no Mearim, atualmente, é praticada por embarcações de madeira, autopropelidas (lanchas), com capacidade de carga variando entre 4 e 10 toneladas, no transporte de carga geral (arroz, milho, feijão, babaçu, farinha de mandioca, pescado, gêneros diversos, etc.) e passageiros entre os diversos povoados e cidades existentes ao longo da via.

Por suas características físicas, o rio Mearim está dividido em três trechos principais: Alto Mearim - compreende o trecho entre as cabeceiras e a barra do rio das Flores, e a extensão do trecho é de aproximadamente 400 km. O desnível total do trecho é de cerca de 400 m, sendo a declividade bastante variável devido ao elevado número de corredeiras, que em muitos casos obstruem o leito. A declividade média do trecho é de aproximadamente 1,0 m / km. A largura média é de 40 m, que se reduz à medida que se sobe o rio. Apresenta grande sinuosidade e profundidade média nos estirões de 1,50 a 2,00 m. A profundidade mínima no trecho situa-se em torno de 1,00 m.

Médio Mearim - compreende o trecho entre a barra do rio das Flores e o Seco das Almas, com extensão de aproximadamente 180 km. O desnível total é de cerca de 20 metros, sendo a declividade média de aproximadamente de 11 cm/km. A largura situa-se entre 50 e 100 metros. Neste trecho encontram-se diversos alargamentos do rio onde os depósitos aluvionais tornam muito difícil a navegação, com profundidades da ordem de 0,80 metros em águas baixas.

Baixo Mearim - compreende o trecho entre o Seco das Almas e a foz na baía de São Marcos. A sua extensão é de aproximadamente 170 km. O desnível total é de cerca de 12 m, e declividade média, aproximada de 7 cm/km, apresentando características de um rio de baixada, com grandes meandros. O curso d'água é lento e as profundidades constantes, com a mínima em torno de 1,50 m, localizadas nos trechos de depósitos de aluvião denominados "secos" e em algumas corredeiras, que se constituem no principal obstáculo à navegação.

O rio Grajaú, afluente do rio Mearim pela margem esquerda, tem bacia hidrográfica com área de aproximadamente 21.830 km². Tem um curso total de aproximadamente 770 km, sendo atualmente navegado por pequenas embarcações no trecho entre o povoado Mandail e sua barra no rio Mearim, numa extensão de aproximadamente 330 km.

 

Hidrovia do Mearim

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Extensão navegável: 646 km

Largura média: 80 m

Declividade média: 9 cm/km

REGIME HIDROLÓGICO

Período de águas baixas: Agosto / Janeiro

Período de águas altas: Agosto / Janeiro

Gabarito proposto pelo PNVNI / 89: III

NAVEGABILIDADE
Sistema de sinalização / balizamento:
Existe sistema de sinalização por meio de placas de margens, para orientação do canal navegável em passagens criticas (razeiros), juntamente com os serviços de construção de espigões e/ou guias corrente.

Restrições à navegação:
Trechos com baixas profundidades nos períodos de estiagem. Níveis de águas baixas nas horas de maré baixa e perturbações de correntes pela impetuosidade das marés próximo a foz, além de sinuosidade em diversos trechos. Pontes Rodoviária e Ferroviária com tirantes de ar reduzido. Existência de inúmeras corredeiras no trecho a jusante de Barra do Corda e alguns trechos com depósitos aluvionais tornam muito difícil a navegação. Profundidades da ordem de 0,80 metros em águas baixas.

Comboio-tipo:

INTERFERÊNCIAS E MULTIMODALIDADE

Corredor de Transporte abrangido pela Hidrovia:

Principais entroncamentos intermodais: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Barra do Corda PK: 645
2. Esperantinópolis PK: 479
3. Pedreiras PK: 404
4. São Luís Gonzaga PK: 348
5. Bacabal PK: 307
6. Vitória do Mearim PK: 98
7. Arari PK: 80

Cidades ribeirinhas: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Barra do Corda PK: 645
2. Esperantinópolis PK: 479
3. Pedreiras / Trizidela do Vale PK: 404
4. São Luís Gonzaga PK: 348
5. Bacabal PK: 307
6. Vitória do Mearim PK: 98
7. Arari PK: 80

Portos e Terminais: Pontos quilométricos (PK´s)
1. Barra do Corda PK: 645
2. Pedreiras PK: 404
3. São Luís Gonzaga PK: 348
4. Bacabal PK: 307
6. Vitória do Mearim PK: 98

Travessias: Pontos quilométricos (PK´s)

Outras obras (pontes, eclusas, etc): Pontos quilométricos (PK´s)
1. Ubatuba (Ponte Ferroviária) PK: 121
2. Pedreiras (Ponte Rodoviária MA-122) PK: 404
3. São Luís Gonzaga (Ponte Rodoviária MA-247) PK: 348
4. Bacabal (Ponte Rodoviária BR-316) PK: 307
5.Arari (Ponte Rodoviária BR-222) PK: 82

Outras informações julgadas importantes:
A navegação praticada na Hidrovia do Mearim, também é composta pelos seus afluentes Grajaú e Pindaré, sendo este último a ligação natural com a Baixada Ocidental Maranhense. O rio Mearim abastece com água potável todas as cidades ribeirinhas e ainda outras cidades localizadas na área de influência de sua bacia. É utilizado, também, para o abastecimento de indústrias implantadas nas proximidades do seu curso, servindo ainda, na captação de água para irrigação de projetos agropecuários localizados em suas margens.

 

Bacia do Pindaré

CARACTERÍSTICAS

Área aproximada em km²: 36.680
Estados Abrangidos: Maranhão.

Principais Rios: Pindaré, Caru, Santa Rita, Maracu, Buriticupu e Zutiua.

Rios Considerados: Pindaré e Caru.

Características Gerais do Transporte na Bacia:
O Transporte Hidroviário na bacia do Pindaré é praticado por pequenas embarcações de madeira, autopropulsadas, com capacidade de carga variando de 3,0 a 15,0 toneladas, transportando a produção agrícola da região; carga geral e passageiros.

OUTRAS CONSIDERAÇÕES
O rio Pindaré principal afluente do rio Mearim nasce nas elevações que formam o divisor entre as bacias hidrográficas dos rios Mearim e Tocantins, nas proximidades da cidade de Amarante em cotas da ordem de 300 m. Seu percurso total é de aproximadamente 686 km, sendo navegável no trecho compreendido entre a sua foz no km 41 do rio Mearim até a foz do rio Buriticupu no km 456. Tomando-se como critério de divisão a navegabilidade, a Bacia do Pindaré divide-se em três trechos nitidamente diferentes:

Alto Pindaré - das nascentes até a foz do rio Buriticupu, com uma extensão de 230 km, aproximadamente. Devido a existência de baixas profundidades (secos ou razeiros), pela pouca largura do rio e pela grande sinuosidade, com raios de curvatura bastante reduzidos, o alto Pindaré, não pode ser navegado com segurança.

Médio Pindaré - da barra do rio Buriticupu no km 456 até a cidade de Pindaré Mirim no km 178, numa extensão de 278 km aproximadamente, existe uma pequena corredeira, logo a montante da foz do rio Caru, com declividade de 68 cm/km, e com velocidade das águas um pouco maior, que não compromete a segurança da navegação.

Baixo Pindaré - da cidade de Pindaré Mirim até sua desembocadura no rio Mearim, numa extensão aproximada de 178 km, a declividade é consideravelmente reduzida, com a influência das marés. A profundidade mínima é de 2,30 m e a largura que no inicio do trecho varia entre 50 a 80 m, chega nos últimos quilômetros a atingir 220 m. As margens do rio no trecho a jusante de Pindaré-Mirim são baixas, planas e sujeitas a inundações, existindo também muitas lagoas marginais, que no período das cheias se interligam com os rios e lagos da Baixada Ocidental Maranhense. A sinuosidade continua intercalada, de vez em quando, por curtos estirões, que se transforma neste trecho em amplos meandros, típicos de rio de baixada.

A navegação no rio Pindaré e seus afluentes, atualmente é praticada por embarcações de madeira, autopropelidas (lanchas), com capacidade de carga variando entre 3 e 15 toneladas, no transporte de carga geral (arroz, milho, feijão, babaçu, madeira, mandioca, farinha de mandioca, gêneros diversos para abastecimento das populações ribeirinhas, etc.) e passageiros entre as cidades e os diversos povoados ao longo da via.

 

Hidrovia do Pindaré

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS

Extensão navegável: 456 km

Largura média: 40 m

Declividade média: 19,5 cm/km

REGIME HIDROLÓGICO

Período de águas baixas: Agosto / Janeiro

Período de águas altas: Fevereiro / Junho

Gabarito proposto pelo PNVNI / 89: III, IV e V

NAVEGABILIDADE
Sistema de sinalização / balizamento:
Existe sistema de sinalização através implantação de placas de margens, para orientação do canal navegável em alguns pontos de passagem criticas (razeiros), implantados pela AHINOR, juntamente com os serviços de construção de espigões e/ou guias corrente.

Restrições à navegação:
Ponte rodoviária na BR-316, localizada no km 218, nas proximidades da cidade de Santa Inês, construída pelo Batalhão de Engenharia e Construções - BEC, e com tirante de ar bastante reduzido. Trechos com baixas profundidades devido aos depósitos aluvionais denominados secos ou razeiros, no trecho a montante da cidade de Pindaré-Mirim, além da sinuosidade em vários trechos. Existência de uma pequena corredeira, aproximadamente no km 331, no trecho a montante da foz do rio Caru.

Comboio-tipo:

INTERFERÊNCIAS E MULTIMODALIDADE

Corredor de Transporte abrangendo a Hidrovia:

Principais entroncamentos intermodais: Pontos quilométricos (PKs)
1. Alto Alegre do Pindaré PK: 294
2. Porto Santa Luz PK: 259
3. Pindaré-Mirim PK: 178
4. Monção PK: 136

Cidades ribeirinhas: Pontos quilométricos (PKs)
1. Alto Alegre do Pindaré PK: 294
2. Pindaré-Mirim PK: 178
3. Monção PK: 136

Portos e Terminais: Pontos quilométricos (PKs)
1. Pindaré-Mirim PK: 178
2. Monção PK: 136

Travessias: Pontos quilométricos (PKs)

Outras obras (pontes, eclusas, etc): Pontos quilométricos (PKs)
1. Pindaré-Mirim (Ponte Rodoviária BR-316) PK: 218
2. Monção (Ponte Rodoviária MA-330) PK: 136
3. Viana (Ponte Rodoviária MA-014) PK: 35

Outras informações julgadas importantes:
A navegação praticada na Hidrovia do Pindaré, também é composta pelos seus afluentes Caru e Maracu, sendo este último a ligação natural com a Baixada Ocidental Maranhense. O rio Pindaré abastece com água potável todas as cidades ribeirinhas e outras cidades localizadas na área de influência de sua bacia. É utilizado também, ao longo do seu curso para o abastecimento de indústrias implantadas nas proximidade do seu curso, servindo ainda, à captação de água para irrigação de projetos agropecuários localizados nas suas margens.

 

Rios Estaduais - Movimentação de Cargas - 2000

Período de Referência: Ano de 2000

Período de Referência: Ano de 2000
Terminal de OrigemTerminal de DestinoDistância (km)Quantidade (t)Produção de Transporte(tku)Produtos MovimentadosPrincipais Empresas de Navegação
RIO GURUPI Carutapera 47 4.776 224.457 Carga Geral Diversas
Viseu 53 2.805 148.667
Boa Vista do Gurupi 40 6.952 278.092
RIO ITAPECURU Das Pedras (Caxias) (MA) 99 1.653 163.691 Carga Geral Diversas
Galeana 47 1.424 66.925
Codó 34 1.962 66.696
RIO MARACAÇUMÉ Maracaçumé 13 364 4.734 Carga Geral Diversas
Cândido Mendes 14 3.486 48.801
RIO MEARIM Vitória do Mearim (MA) 54 3.650 197.098 Carga Geral Diversas
Bacabal (MA) 39 1.865 72.724
Pedreiras (MA) 141 2.163 305.048
Conceição do Lago Açu (MA) 18 3.186 57.354
RIO PERIÁ Humberto de Campos 41 16.655 682.860 Carga Geral Diversas
RIO PERICUMÃ Ponte Sarney 13 1.596 20.742 Carga Geral Diversas
RIO PINDARÉ Monção (MA) 44 10.833 476.668 Carga Geral Diversas
Pindaré Mirim (MA) 52 19.258 1.001.424
Santa Luz (MA) 121 13.759 1.664.824
São Joâo do Caru (MA) 85 7.925 673.600
Santarém (MA) 116 5.084 589.716
RIO TURIAÇÚ Araguanã 42 495 20.783 Carga Geral Diversas
Três Furos 31 3.329 103.208
Santa Helena (Rota Turiaçú) 37 4.679 173.108
Santa Helena (Rota Paruá) 33 5.719 188.722
RIOS E LAGOS DA BAIXADA OCIDENTAL MARANHENSE Viana 19 8.214 156.067 Carga Geral Diversas
Penalva 21 10.179 213.760
TOTAIS142.0117.599.770 
Fonte: Administração das Hidrovias do Nordeste - AHINOR
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