PORTO DE VITÓRIA
COMPANHIA DOCAS DO ESPÍRITO SANTO (CODESA)
Av. Getúlio Vargas, 556 – Centro
CEP: 29020-040 – Vitória (ES)
PABX: (27) 3132-7300
Tel.: (27) 3132-7314
Telefax: (27) 3132-7313
e-mail: dirope@portodevitória.com.br / falaporto@codesa.gov.br

 

ORIGEM

O crescimento da cultura cafeeira na Província do Espírito Santo, a partir de 1870, tornou saturado o porto de Itapemirim, então utilizado para escoamento agrícola, essencialmente de cana-de-açúcar. Como alternativa, foram previstos embarques em outro atracadouro, denominado Cais do Imperador, na parte sul da ilha de Vitória.

Em 28 de março de 1906, o governo federal autorizou à Companhia Porto de Vitória (CPV) a implantação de novas instalações no mesmo local, ficando a cargo da empresa C.H. Walker & Co. Ltd. a execução de 1.130m de cais. As obras, no entanto, foram interrompidas em 1914. A União encampou a concessão dada à CPV e transferiu-a ao governo estadual pelo Decreto nº 16.739, de 31 de dezembro de 1924, tendo sido a construção do porto retomada no início de 1925. Sua inauguração ocorreu em 3 de novembro de 1940, assinalando o começo do atual complexo portuário. A partir de 18 de setembro de 1978, com a edição do Decreto nº 82.279, a exploração comercial retornou, por encampação, ao governo federal. Em 21 de fevereiro de 1983, foi criada a Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).

ADMINISTRAÇÃO

É exercida pela Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa).

Os portos de Praia Mole e de Barra do Riacho, incorporando apenas terminais de uso privativo, são assim gerenciados: em Praia Mole, o terminal de produtos siderúrgicos pelo condomínio que reúne as siderúrgicas de Tubarão (CST), Usiminas e Açominas, e o terminal para carvão pela Cia. Vale do Rio Doce (CVRD). Em Barra do Riacho, o terminal de celulose pela Portocel – Terminal Especializado de Barra do Riacho.

LOCALIZAÇÃO

Porto de Vitória: as instalações para cargas diversificadas estão distribuídas em ambos os lados da Baía de Vitória, ocupando parte da cidade de Vitória e do município de Vila Velha.

Porto de Praia Mole: na Baía do Espírito Santo, na extremidade norte da praia de Camburi, em área contígua à Ponta do Tubarão.
Porto de Barra do Riacho: no centro do litoral do estado do Espírito Santo, distando 25km da cidade de Aracruz.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

A área de influência do complexo portuário abrange todo o estado do Espírito Santo, bem como as áreas leste e oeste de Minas Gerais, leste de Goiás, norte fluminense, sul da Bahia e de Mato Grosso do Sul.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme Portaria-MT nº 88, de 11/3/96 (D.O.U. de 12/3/96), a área do porto organizado de Vitória, no estado do Espírito Santo, é constituída:

a)      pelas instalações portuárias terrestres existentes nos municípios de Vitória e Vila Velha, delimitadas pela poligonal definida pelos vértices de coordenadas geográficas a seguir indicadas: Ponto A: latitude 20º19'26", longitude 40º21'00"W, Ponto B: latitude 20º19'36", longitude 40º21'07"; Ponto C: latitude 20º19'27", longitude 40º16'03"; Ponto D: latitude 20º18'39", longitude 40º16'33", abrangendo todos os cais, docas, dolfins e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviárias e ferroviárias e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e suas adjacências, pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Vitória ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários ao porto de Vitória, compreendendo as áreas de fundeio definidas pelas de coordenadas Ponto X: latitude 20º20'02", longitude 40º15'13", canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações portuárias terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" anterior, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público;

c) pela infra-estrutura de proteção determinada pelas coordenadas: Ponto 1: latitude 20º18'01", longitude 40º14'27"; Ponto 2: latitude 20º17'40", longitude 40º13'49"; Ponto 3: latitude 20º17'15", longitude 40º14'00"; Ponto 4: latitude 20º17'13", longitude 40º13'57"; Ponto 5: latitude 20º17'41", longitude 40º13'47"; Ponto 6: latitude 20º18'05", longitude 40º14'26", e pela bacia de evolução com raio de 350m, cujo centro da circunferência tem coordenada de Ponto Y: latitude 20º17'48", longitude 40º14'25".

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pelas rodovias ES-080, BR-262, que liga Belo Horizonte a Vitória, e BR-101.

·       FERROVIÁRIO – Formado pelas ferrovias Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), da Companhia Vale do Rio Doce (CVRD), e da Ferrovia Centro-Atlântica S.A., malha Centro-Leste, antiga Superintendência Regional de Campos (SR-8) da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).

·       MARÍTIMO – Porto de Vitória: a entrada da barra apresenta uma largura de 250m e profundidade de 19m. O canal de acesso se estende por 7km, com 120m de largura e profundidade de 11m. Porto de Pr2aia Mole: a barra tem uma largura de 500m e profundidade mínima de 26m. O canal de acesso, que é comum ao Terminal de Tubarão, possui 3.850m de comprimento e 285m de largura, com profundidade de 22,5m. A bacia de evolução mede 650m. Porto de Barra do Riacho: o ingresso no porto é limitado pelas extremidades dos molhes de proteção norte e sul, distantes entre si 150m. A profundidade no local é de 11,30m. O canal de acesso tem comprimento de 500m, largura de 150m e profundidade de 11,5m.

INSTALAÇÕES

O Porto de Vitória com 16 berços de atracação atende a navegação nas cidades de Vitória e de Vila Velha.

Instalações localizadas em Vitória:

·         Cais Comercial - com 776m de comprimento contendo quatro berços de atracação, (101, 102, 103 e 104) com calados entre 2,4m e 10m, dispõe de 3 armazéns para carga geral totalizando 8.000m², um pátio coberto de 900m, um silo horizontal com capacidade estática para 10.800t e um pátio descoberto de 30.000m² (Ilha do Príncipe).

Nesse cais são movimentados principalmente bobinas de papel, celulose, açúcar, grãos agrícolas e produtos siderúrgicos.

·         Terminal Ilha do Príncipe - arrendado a Flexibras atende a navegação no berço 906.

Instalações localizadas em Vila Velha:

Num trecho de cais de 1.296m estão instalados dois cais, o de Capuaba e o de Paul:

·         Cais de Capuaba - com 876m de comprimento e calado máximo de 10,6m, abrange 6 berços de atracação os 201, 202, 203, 204, 205 e 207, onde são movimentadas carga geral e contêineres.

Os berços 203, 204 e 205 atendem ao terminal arrendado denominado Terminal de Vila Velha - TVV que movimenta contêineres e carga geral solta, principalmente mármore e granito, assim como veículos pelo sistema ro-ro. Possui um pátio de 100.000m² e uma área retroportuária de aproximadamente 300.000m² garantem a armazenagem.

Os berços 201, 202 e 207 (dolfins de Atalaia), administrados pela Codesa, com 8.000m² de armazéns, garantem a armazenagem de carga geral e produtos siderúrgicos; dois silos para cereais, sendo um vertical e outro horizontal com capacidades respectivas de 48.000t e 40.000t,  garantem a armazenagem desses granéis.

·         Cais de Paul - com 420m de comprimento e calado máximo de 10,30m e 25.000m² de pátio que atendem através de dois berços 206 e 905, respectivamente, as empresas Peíu S.A., que movimenta granel sólido e a Cia. Vale do Rio Doce – CVRD que movimenta exclusivamente ferro gusa.

Nessa mesma margem estão instalados também o Terminal de Granéis Líquidos de São Torquato e o Terminal Companhia Portuária de Vila Velha - CPVV, C.A. nº 036/95:

·         Terminal de Granéis Líquidos de São Torquato - destinado a movimentação de derivados de petróleo e álcool onde operam as empresas Frannel e TA Distribuidora de Petróleo que atendem navios no berço 902, de 162m de comprimento e calado máximo de 8,23m. Nessa área existem tanques de até 50.000m³.

·         Terminal Companhia Portuária de Vila Velha - CPVV - destinado a operar cargas da indústria de extração e refino de petróleo, carga geral e contêineres, atendendo a navios de até 250m de comprimento e calado máximo de 9,15m, no berço 903

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Vitória movimentou, no cais público,  6.061.804t de cargas.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       No longo curso

Cargas importadas – Granel sólido: trigo 485.786t, malte 199.556t, fertilizantes 70.346t – Granel líquido: diversos 56.617t - Carga geral: automóveis 40.117t, outros 699.845t (inclui contêineres).

Cargas exportadas – Granel sólido: ferro gusa 1.903.355t  – Carga geral: produtos siderúrgicos 175.585t, mármore/granito em blocos 609.319t, celulose 335.251t, bobina de papel 14.703t, açúcar 205.529t, outros 713.667t (inclui contêineres).

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas – Granel líquido: óleo diesel  75.004t, gasolina 40.009t – Carga geral: tubos flexíveis 4.138t, bobinas 1.942t, outros  110.275t (inclui contêineres).

Cargas embarcadas – Carga geral: tubos flexíveis 31.506t, bobinas 1.727t, outros 287.527t (inclui contêineres).

Obs.: As cargas foram movimentadas no cais de Vitória, cais de Capuaba, no terminal de Vila Velha (TVV), PEIÚ, CPVV, cais de Paul - Gusa (CVRD) no terminal de São Torquato (Frannel/TA) e no terminal da Ilha do Príncipe (Flexibras).

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

O terminal de Paul exportou 1.890.569t de ferro gusa pelo berço 905.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO TERMINAL
MÉDIA POR  BERÇO

Berço

Quantidade de navios

Comprimento

m

TPB

x

1000

Estadia

Exportação

t

Embarque por tempo atracado

t/h

Tempo Espera

h

Tempo Atracado

h

Total

h

905

48

204

60

73

133

206

39.386

296

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: VITÓRIA/TUBARÃO/PRAIA MOLE/BARRA DO RIACHO/REGÊNCIA/PONTA UBU-ES
– 1986-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

1986

71.018.221

988.740

4.257.743

76.264.704

7.482.395

1.146.645

260.120

8.889.160

85.153.864

1987

64.728.327

738.798

5.342.535

70.809.660

9.398.942

1.131.554

231.532

10.762.028

81.571.688

1988

69.161.240

871.633

6.994.086

77.026.959

10.074.888

1.117.125

213.830

11.405.843

88.432.802

1989

75.619.192

861.374

6.866.383

83.346.949

9.954.128

1.058.923

215.698

11.228.749

94.575.698

1990

73.781.364

786.438

6.149.337

80.717.139

7.826.406

1.018.482

244.322

9.089.210

89.806.349

1991

70.049.936

714.881

8.118.964

78.883.781

8.577.208

868.823

113.963

9.559.994

88.443.775

1992

60.083.395

615.022

8.671.514

69.369.931

8.622.113

936.540

107.091

9.665.744

79.035.675

1993

61.227.120

550.372

9.382.635

71.160.127

9.644.897

640.218

274.331

10.559.446

81.719.573

1994

70.535.637

526.980

8.923.578

79.986.195

10.485.997

105.345

414.114

11.005.456

90.991.651

1995

73.187.462

449.816

8.444.958

82.082.236

11.179.988

1.189.759

771.724

13.141.471

95.223.707

1996

74.714.970

407.851

9.524.798

84.647.619

10.738.821

1.476.090

690.627

12.905.538

97.553.157

1997

82.732.408

412.651

9.101.333

92.246.389

11.693.091

1.606.084

885.226

14.184.401

106.430.790

1998

84.268.236

437.448

9.235.085

93.940.769

11.191.486

1.923.021

1.040.837

14.155.344

108.096.113

1999

79.373.377

479.578

10.614.148

90.467.103

11.054.807

2.053.173

713.592

13.821.572

104.288.675

2000

87.654.099

545.822

4.033.841

92.233.762

15.507.467

1.405.815

727.987

17.641.269

109.875.031

2001

78.786.537

1.057.898

10.957.265

90.801.700

14.121.576

1.148.731

930.094

16.200.401

107.002.101

2002

89.894.368

1.375.795

12.558.170

103.828.333

14.630.684

844.269

1.067.221

16.542.174

120.370.507

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: VITÓRIA/TUBARÃO/PRAIA MOLE/BARRA DO RIACHO/REGÊNCIA/PONTA UBU-ES
– 1998-02 –

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO CAIS, POR NAVEGAÇÃO
PORTO: VITÓRIA-ES
– 1993-02 –
Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRAN