PORTO DE SUAPE
SUAPE - COMPLEXO INDUSTRIAL PORTUÁRIO
Av. Portuária, Km 10 da Rodovia PE-060 - Engenho Massangana
Município de Ipojuca (PE)
CEP: 55590-000
PABX: (81) 3527-5000
Tel.: (81) 3527-5120 e 3527-4340
Fax: (81) 3527-4220 e 3527-4026
e-mail: suape@fisepe.pe.gov.br

 

ORIGEM

O porto de Suape foi inicialmente previsto para operar produtos combustíveis e cereais a granel, em substituição ao porto de Recife. Na oportunidade, sua construção foi associada à idéia de atender a um distrito industrial localizado em área adjacente às instalações portuárias. A Lei nº 7.763, estadual, de 7 de novembro de 1978, criou a empresa SUAPE – Complexo Industrial Portuário, com a finalidade de administrar o desenvolvimento das obras. A implantação começou pelo molhe sul, em 15 de março de 1980, sendo inaugurados o píer em 9 de novembro de 1982 e o primeiro berço do cais em 9 de maio de 1986.

ADMINISTRAÇÃO

É administrado pelo governo do estado de Pernambuco através da empresa Suape – Complexo Industrial Portuário, por autorização do governo federal, pelo convênio firmado em 9 de abril de 1992.

LOCALIZAÇÃO

Está localizado no litoral sul do estado de Pernambuco, próximo à foz dos rios Tatuoca e Masangana, entre o Cabo de Santo Agostinho e o Pontal do Cupe, distando 40km ao sul da cidade de Recife.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Abrange o estado de Pernambuco e parte dos estados de Alagoas e da Paraíba.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 1.031, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de SUAPE, no estado de Pernambuco, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes nos municípios de Ipojuca e do Cabo de Santo Agostinho, desde a foz do rio Ipojuca e ramal ferroviário de acesso ao parque de tancagem até a baía de SUAPE e o rio Masangana, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de SUAPE ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

RODOVIÁRIO – Pela rodovia estadual PE-060, que encontra a federal BR-101 no município do Cabo (PE), e da AL-101, na divisa dos estados de Pernambuco e Alagoas.

FERROVIÁRIO – Por um ramal de 23km da Companhia Ferroviária do Nordeste, malha nordeste, integrado às linhas da antiga Superintendência Regional Recife (SR 1), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).

MARÍTIMO – A entrada do porto,  com 580m de largura e profundidade de 14m, está compreendida entre o farol da ponta do molhe de proteção e a bóia de balizamento. Não existe canal de acesso, havendo somente uma orientação para a navegação, representada por uma linha reta, na direção nordeste/sudoeste, passando pela extremidade do molhe.

INSTALAÇÕES

Porto Externo: o porto possui um molhe de proteção em "L", com 2.950 metros de extensão e contém um píer de granéis líquidos com 162m e dois berços de atracação para navios de 180m de comprimento e 45.000TPB com 14m de profundidade; um segundo pier de granéis líquidos, com 386m de comprimento, para navios de até 266m de comprimento e 90.000TPB com 14,5m de profundidade; um cais de múltiplos usos para carga geral, 343m e dois berços para navios de até 80.000TPB com 15,5m de profundidade no berço leste e 10m no berço oeste.

Terminal de Granéis Líquidos: com 84m de comprimento e 25m de largura na sua plataforma de operação, com profundidades de 14m tanto no berço leste como no berço oeste. Dispõe de 4 "dolphins" laterais e atende a navios de até 45.000TPB. Está ligado ao molhe através de uma ponte de acesso, sobre a qual estão assentadas as tubulações destinadas ao transporte de granéis líquidos, com origem ou destino no parque de tancagem localizado no retroporto. Os equipamentos portuários existentes compreendem 10 braços mecânicos para embarque e desembarque de granéis líquidos, sendo 5 em cada berço, com capacidade de 1.000 m3/h cada um. Toda a operação portuária é atualmente realizada pela Petrobrás e por outros operadores qualificados, vinculados a terminais de gases e álcool. Possui tancagem flutuante de 41.000t de GLP, que permite transbordo "ship to ship". 

Segundo Pier de Granéis Líquidos: com 386m de comprimento e 14,5m de profundidade atende a navios de até 266m de comprimento e 90.000TPB. Possui uma plataforma com 45m de comprimento 32m de largura, 10 dólfins sendo 4 de atracação e 6 de amarração, para 2 berços, um de cada lado do peir.

Cais de Múltiplo Uso: com 343m de comprimento e 15,5m de profundidade com 2 berços de atracação atende a navios de até 80.000TPB.

Porto Interno: aberto o canal de acesso com 1.200m de extensão, 450m de largura e profundiade de 15,5m, os navios podem atingir o porto interno com 3 berços de atracação, todos com 15,5m de profundidade que totalizarão ao final da construção em andamento o total de 935m. Dois berços estão atendendo ao terminal de contêineres, e o terceiro será para múltiplo uso. Um quarto berço com 330m deverá atender ao Terminal de Granéis Sólidos, após sua construção.

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de SUAPE movimentou, no cais público, 4.226.363t de carga.

As principais cargas movimentadas foram:

No cais público:

No longo curso

Cargas importadas – Granel líquido: óleo diesel 383.915t, GLP 510.645t, QAV 46.272t, óleo de soja 103.131t, acido acético 34.321t – Carga geral: alumínio 20.537t, granito 6.402t, pescado 7.137t, tecidos 11.217t, produtos químicos 13.656t, poliester 4.376t, papel 16.530t, peças 27.343t, resina 9.199t, arroz 11.314t, vidro 3.192t, ração 4.243t, filme 516t, máquinas 3.391t, chumbo 3.693t, material elétrico 3.295t, papel de vidro 7.180t, polietileno 2.316t, polivinil 3.329t, sementes 1.200t, farinha de trigo 4.196t, alho 2.471t, algodão 1.262t, contêiner vazio 6.068t, outros 127.354t.

Cargas exportadas – Granel líquido: VAM 16.396t, GLP 11.768t, solvente 10.100t, etamax 5.417t, outros 4.997t – Carga geral: alumínio 2.772t, borracha 5.411t, filmes 1.631t, manga 18.350t, açúcar 41.788t, tecidos 12.375t, granito 4.651t, polpa de fruta 2.502t, camarão 9.809t, pescado 6.574t contêineres vazios 11.435t, cerâmicas 9.144t, aguardente 3.784t, e outras cargas 52.860t.

Na cabotagem

Cargas desembarcadas – Granel líquido: gasolina 371.080t, diesel 610.244t, QAV 142.281t, GLP 40.568t, MF-380 76.948t, estireno 74.561t, butadieno 70.662t e outros granéis líquidos 9.304t – Carga geral: artigos de ferro 24.639t, arroz 116.289t, manteiga 5.523t, piso cerâmico 12.428t, alimentos 11.489t, bebidas 3.981t, pescado 7.277t, polietileno 5.369t, polipropileno 3.030t, aveia 827t, peças 2.085t, alumínio 6.046t, papel 17.915t, material de limpeza 5.787t, material elétrico 2.059t, produtos químicos 4.046t, contêineres vazios 7.465t, ácido 44.460t, tecido 3.268t, vidro 2.845t, outras 116.689t.

Cargas embarcadas – Granel líquido: GLP 245.637t, VAM 27.758t, gasolina 13.224t QAV 10.884t  diesel 150.149t, outros 643t – Carga geral: cerveja 15.560t, artigos de ferro 16.513t, vidros 3.388t,  alumínio 12.257t, granito 1.987t, peças 157t, minério 11.022t, fibra 1.541t, tecidos 585t, borracha 591t, malte 5.853t, material elétrico 4.409t, material plástico  1.857t, cerâmicas 3.018t, bateria 931t, feldspato 645t, produtos químicos 5.424t, contêiner vazio 42.611t, outros 160.602t.

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

O porto de Suape movimentou 69.556 contêineres equivalentes a 108.958TEU e 1.176.761t no longo curso e na cabotagem, em 2002.

INFORMAÇÃO TÉCNICA: AMOSTRA - Período de 12 meses e 346 navios. OBJETIVO - Movimentação de contêineres em navio porta-contêineres com os equipamentos dos navios, no cais público, no longo curso e na cabotagem.

Ponto de vista do porto

223t/h foi o índice operacional do berço que atendeu 127 navios, isto é, 37% do total de navios porta-contêineres que movimentaram contêineres no porto de SUAPE, se considerado o tempo atracado como tempo operando. Como resultado global observou-se que a estadia dos navios no porto ficou em 21h, sendo 2 horas de espera para 19h atracado. A operação teve um rendimento de 178t/h. O quadro seguinte mostra os índices operacionais dos berços utilizados na movimentação de contêineres no porto.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO
MÉDIA POR BERÇO

BERÇO

TPB

Comprimento

m

Quantidade de navios

ESTADIA

MOVIMENTAÇÃO

t

Espera

h

Atracado

h

Total

h

CMU-E

27.945

188

53

2

20

22

2.720

PI-BO1

29.387

184

102

2

21

23

2.894

PI-BO1

21.367

174

64

2

20

22

3.886

PI-BO1

33.143

206

127

2

17

19

3.791

Média Geral

29.061

191

346

2

19

21

3.380

Ponto de vista do navio

196t/h foi o índice do rendimento operacional de 130 navios, com 167m e 20.653TPB, que teve espera de 3h para o tempo atracado de 19h, movimentando 3.722t por navio, maior freqüência de navios no ano.

O quadro seguinte mostra a performance operacional por classe de navio, no porto.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO
MÉDIA POR NAVIO

TPB

(Comprimento)

TPB

Comprimento

m

Quantidade de navios

ESTADIA

MOVIMENTAÇÃO

 t

Espera

h

Atracado

h

Total

h

Até 9.999

(até 149m)

10.999

132

45

2

21

23

3.618

10.000 a 19.999
(150m a 179m)

20.653

167

130

3

19

22

3.722

20.000 a 29.999
(180m a 199m)

26.973

185

36

2

21

23

4.259

30.000 a 39.999
(200m a 219m)

36.440

201

48

2

20

22

2.680

+ de 40.000

(acima de 220m)

47.761

254

87

2

18

20

2.768

Média Geral

29.061

191

346

2

19

21

3.380

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: SUAPE-PE
– 1992 – 02 -
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

1992

136.392

30.858

167.250

40

982.460

24.895

1.007.395

1.174.645

1993

461.068

32.805

493.873

13.467

1.442.625

30.249

1.486.341

1.980.214

1994

719.783

38.943

758.726

1.743.035

52.306

1.795.341

2.554.067

1995

963.743

68.089

1.031.832

9.835

2.005.298

92.188

2.107.321

3.139.153

1996

931.395

53.437

984.832

2.498

2.108.987

127.515

2.239.000

3.223.832

1997

1.074.868

92.331

1.167.199

2.384.824

221.361

2.606.185

3.773.384

1998

961.531

136.825

1.098.356

2.643.855

332.295

2.976.150

4.074.506

1999

701.567

168.523

870.090

2.620.656

232.379

2.853.035

3.723.125

2000

638.156

227.440

865.596

2.614.796

419.755

3.034.551

3.900.147

2001

956.778

342.058

1.298.836

3.105.785

512.901

3.618.686

4.917.522

2002

-

496.973

484.761

981.734

-

2.489.695

754.934

3.244.629

4.226.363

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: SUAPE-PE
– 1998-02 –

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO CAIS, POR NAVEGAÇÃO

PORTO: SUAPE-PE

– 1993-02 – (Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA  GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA  GERAL

SUBTOTAL

LONGO CURSO

1993

46.172

30.587

76.759

13.467

379.473

24.437

417.377

494.136

1994

47.810

36.021

83.831

40.219

40.219

568.755

652.586

1995

92.860

68.089

160.949

9.835

81.250

81.250

666.413

827.362

1996

71.175

50.652

121.827

2.498

1.420.718

126.203

1.549.419

1.671.246

1997