PORTO DE SEPETIBA
COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO (CDRJ)
GERÊNCIA DO PORTO DE SEPETIBA
Estrada da Ilha da Madeira s/nº, Km 2.5 Rio Santos, Município de Itaguaí
CEP: 23824-410 - Itaguaí (RJ)
Tel.: (21) 688-1402 e (21) 688-1424 -Telefax: (21) 688-1287

 

ORIGEM

Em 1973, o governo do então estado da Guanabara promoveu estudos para a implantação do porto de Sepetiba, destinado a atender, principalmente, ao complexo industrial de Santa
Cruz (RJ). Com a fusão dos estados da Guanabara e do Rio de Janeiro, em 15 de março de 1975, a implantação do porto ficou a cargo da Companhia Docas do Rio de Janeiro. As obras de construção do píer foram iniciadas em 1976, seguidas em 1977 pela dragagem, enrocamento e aterro hidráulico. O porto foi inaugurado em 7 de maio de 1982.

ADMINISTRAÇÃO

O porto é administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

LOCALIZAÇÃO

Está localizado na costa norte da baía de Sepetiba, no município de Itaguaí, estado do Rio de Janeiro, ao sul e a leste da Ilha da Madeira.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Coincide em parte com a hinterlândia do porto do Rio de Janeiro, abrangendo os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e o sudoeste de Goiás.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 603, de 3/11/94 (D.O.U. de 4/11/94), a área do porto organizado de Sepetiba, no estado do Rio de Janeiro, é constituída:

a)    pelas instalações portuárias terrestres existentes na baía de Sepetiba, delimitadas
pela poligonal definida pelos vértices de coordenadas geográficas a seguir indicados: Ponto A: latitude 22º52'00"S, longitude 43º52'00"W; Ponto B: latitude 22º52'00"S, longitude 43º48'00"W; Ponto C: latitude 22º57'00"S, longitude 43º48'00"W; e Ponto D: latitude 22º57'00"S e longitude 43º52'00"W; abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Sepetiba ou sob sua guarda e responsabilidade;

b)    pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – O porto é ligado por uma estrada de 8km à BR-101. BR-116, BR-040, BR-465, RJ-099 e RJ-105

·       FERROVIÁRIO - Em bitola larga (1,60m), por intermédio do ramal Japeri / Brisamar, operado pela MRS Logística S/A, ligando o Porto à região centro-sul do Estado do Rio de Janeiro (Vale do Paraíba) e desta aos estados de São Paulo e Minas Gerais.

·       MARÍTIMO – A barra está localizada entre a Ponta dos Castelhanos, na ilha Grande, e a Ponta Grossa da Restinga da Marambaia, oferecendo 12km de largura e profundidade de 19m. O canal de acesso, com cerca de 22km, possui largura de 200m e profundidade mínima de 13,5m.

INSTALAÇÕES

O cais de uso público está dividido em trechos arrendados:

·       Cais de Multiuso: Com 810m de comprimento, faixa de 32m de largura, retroárea de 200.000m²  e dotado de três berços de atracação, sendo um deles descontínuo, em dolfins, todos com 270m de comprimento e 14,5m de profundidade.

·       Pier de Carvão: Com 540m de comprimento, 39,25m de largura, dotado de dois berços de atracação em cada face e profundidade de 15m, no lado sul, e 12m, na face norte. Dispõe de condições para receber, simultaneamente, dois navios de 90.000 TPB e dois navios de 45.000 TPB.

·       Pier de Minérios: Dotado de berço de atracação descontínuo, em dolfins, medindo 320m de comprimento, para atracação de navios com capacidade de até 280.000 TPB.

·       Terminal de Alumina: Compreende dois silos verticais, para alumina, com um total de 3.508m², correspondendo a uma capacidade estática total de 30.630t.

·       Pátios de Carvão: Consistem de cinco pátios descobertos, utilizados para estocagem de carvão metalúrgico e coque, somando 177.000m² de área e capacidade estática de 750.000t.

·       Pátios de Minério: Consistem de quatro pátios de estocagem, com capacidade total de 1.500.000t.

·       Pátio de Uso Múltiplo: Área pavimentada com 200.000m² e armazéns cobertos para consolidação de carga e produtos siderúrgicos.

No Cais

Terminais arrendados ao longo do cais público:

Terminal de Carvão – TCV, da Companhia Siderúrgica Nacional S/A.; Terminal de Contêineres – TCS, da Sepetiba Tecon S/A.; Terminal de Minério – TM1, da CPBS – Companhia Portuária Baía de Sepetiba S/A.; Terminal de Alumina – TAL, da Valesul Alumínio S/A.

Fora do Cais

Terminal de uso privativo.
Terminal da Ilha Guaíba, C.A. nº 006/93
Empresa: Minerações Brasileiras Reunidas S/A. - MBR (Mangaratiba-RJ)

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Sepetiba movimentou, no cais público, 15.887.987t de cargas e, fora do cais, 26.917.367t, que responderam, respectivamente, por 37% e 63% do seu movimento total, 42.805.354t.

As principais cargas movimentadas foram:

·         No cais público:

·         No longo curso

Cargas importadas - Granel sólido: carvão metalúrgico 3.009.695t, coque de petróleo 834.152t, coque de hulha 249.365t, concentrado de zinco 255.386t, outros 500.802t - Carga geral: contêineres 24.410t, produtos siderúrgicos 81.268t, autos 8.597t, outros 38.437t.

Cargas exportadas - Granel sólido: minério de ferro 9.578.921t - Carga geral: contêineres 17.669t, produtos siderúrgicos 934.582t, autos 1.104t, outros 6.890t.  

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas - Granel sólido: alumina 184.449t - Carga geral: contêineres 107.347t.

Cargas embarcadas - Carga geral: contêineres 54.844t, autos 69t.

·       Fora do cais:

TERMINAIS DE USO PRIVATIVO
Terminal da Ilha Guaíba- Sepetiba – C.A. nº 006/93
Empresa: Minerações Brasileiras Reunidas S.A. - MBR (Mangaratiba - RJ) - (Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

 

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

 

LONGO CURSO

2001

22.055.429

-

-

22.055.429

-

-

-

-

22.055.429

 

2002

26.214.385

-

-

26.214.385

-

-

-

-

26.214.385

 

CABOTAGEM

2001

601.004

-

-

601.004

-

-

-

-

601.004

 

2002

702.982

-

-

702.982

-

-

-

-

702.982

 

TOTAL

2001

22.656.433

-

-

22.656.433

-

-

-

-

22.656.433

 

2002

26.917.367

-

-

26.917.367

-

-

-

-

26.917.367

 


FLUXO DE CARGAS - 2002

·       No longo curso

Cargas exportadas – Granel sólido: minério de ferro 26.214.385t.

·       Na cabotagem

Cargas embarcadas – Granel sólido: minério de ferro 702.982t.

Freqüentaram o terminal 191 navios de longo curso e 18 de cabotagem.

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

O porto de Sepetiba movimentou em 2002, 15.887.987t de cargas, sendo 13.277.816t de granéis sólidos, que respondeu por 96% do movimento do porto.

INFORMAÇÃO TÉCNICA: AMOSTRA - Período de 12 meses. OBJETIVO - Obter o desempenho operacional da movimentação de granéis sólidos em navios graneleiros sólidos, no longo curso e na cabotagem.

Ponto de vista do navio

853t/h carvão, 620t/h coque de hulha, 152t/h alumina, 317t/h concentrado de zinco e 2.590t/h minério de ferro, foram os rendimentos operacionais do porto de Sepetiba em função da carga movimentada, se considerado o tempo atracado igual ao tempo operado.

O quadro seguinte mostra outros índices operacionais do porto.

ÍNDICES OPERACIONAIS

Carga

Navio

u

(a)

Tempo

atracado

h

(b)

Movimentação

t

(c)

Índices

Tempo atracado por navio

h

(d) = (b) / (a)

Carga movimentada por navio

t

(e) = (c) / (a)

Carga movimentada

por navio por hora

t/h

(f) = (c) / (b)

Carvão

43

3.554

3.009.695

82

69.992

853

Coque de Hulha

6

402

249.365

67

41.560

620

Alumina

10

1.206

184.449

121

18.445

152

Concentrado de Zinco

13

809

255.386

62

19.645

317

Minério de ferro

86

3.760

9.578.921

43

111.382

2.590

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS

PORTO: SEPETIBA-RJ

– 1986-02 – (Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

1986

13.934.741

210

13.934.951

3.144.768

3.144.768

17.079.719

1987

15.168.969

358

15.169.327

3.598.781

1.861

3.600.642

18.769.969

1988

14.460.045

14.460.045

3.188.275

1.282

3.189.557

17.649.602

1989

15.356.182

15.356.182

3.180.108

3.180.108

18.536.290

1990

16.775.025

16.775.025

2.649.838

2.649.838

19.424.863

1991