PORTO DE SALVADOR
COMPANHIA DAS DOCAS DO ESTADO DA BAHIA (CODEBA)
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ORIGEM

O funcionamento do porto de Salvador remonta ao ano de 1816, sendo que, no transcorrer do século passado, foram estabelecidos vários planos para o seu desenvolvimento. A partir de 25 de fevereiro de 1891, assumiu a responsabilidade da execução de novas obras a Companhia Docas e Melhoramentos da Bahia, transformada, em 28 de fevereiro de 1893, na Companhia Internacional de Docas e Melhoramentos do Brasil e, ainda, em 2 de abril de 1906, na Companhia Cessionária das Docas do Porto da Bahia. Como construção de maior relevância foi iniciado o cais da Alfândega, em 18 de janeiro de 1911, que teve o seu primeiro trecho liberado para atracação em 17 de julho do mesmo ano, quando recebeu o pequeno vapor Canavieiras.

Oficialmente, a inauguração do porto ocorreu em 13 de maio de 1913. O Decreto nº 11.236, de 21 de outubro de 1914, especificou as obras a serem concluídas, em prosseguimento aos 750m de cais e seis armazéns então existentes. Os trabalhos se processaram lentamente. No final de 1916 foi entregue ao tráfego o armazém número 7 e, em 16 de janeiro de 1922, o cais denominado Comendador Ferreira. A empresa concessionária mudou novamente a sua razão social, em 25 de junho de 1941, para Companhia Docas da Bahia. O porto sofreu intervenção federal nos termos do Decreto nº 67.677, de 30 de novembro de 1970, sendo depois encampado pela União, conforme o Decreto nº 77.297, de 15 de março de 1976. Por fim, a sua administração passou à Companhia das Docas do Estado da Bahia, criada em 17 de fevereiro de 1977, como controlada da Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobras), extinta em 1990.

ADMINISTRAÇÃO

É exercida pela Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba).

LOCALIZAÇÃO

Situa-se na Baía de Todos os Santos, na cidade de Salvador (BA), entre a Ponta do Monte Serrat, ao norte, e a ponta de Santo Antônio, ao sul.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Engloba todo o estado da Bahia, o sudoeste e o sul dos estados de Pernambuco e Sergipe, respectivamente.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

A Portaria-MT nº 239, de 27/06/96 (D.O.U. de 28/06/96), determinou a área do porto organizado de Salvador, no estado da Bahia.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pela rodovia federal BR-324, em pista dupla de Salvador a Feira de Santana, conectando com as BR-101, BR-110 e BR-116.

·       FERROVIÁRIO – Por um ramal, na altura de Feira de São Joaquim, da Ferrovia Centro Atlântica S/A, malha Centro-Leste, antiga Superintendência Regional Salvador (SR-7), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA)

·       MARÍTIMO – A barra, na Baía de Todos os Santos, oferece 9km de largura e profundidade mínima de 30m. O canal de acesso, com comprimento de 7km, tem largura de 200m e profundidade de 18m.

INSTALAÇÕES

O cais acostável com 2.085m de extensão está dividido em 3 trechos: cais comercial com 1.470m e 8 berços, cais de ligação com 240m e 1 berço e o chamado cais de 10 metros, com 375m e 2 berços, totalizando 11 berços, sendo 9 operacionais, além de uma rampa para operações roll-on-roll-off.

O trecho I, com 2 berços e 2 armazéns totalizando 26.400m³ utilizados para estocagem de trigo e malte em grãos.

O trecho II, também chamado de trecho alargado, com 2 berços e 2 armazéns totalizando 9.800m³, são utilizados com celulose, produtos químicos e petroquímicos, sisal, produtos siderúrgicos, papel, etc.

O trecho III, com 5 berços estão aparelhados com 8 guindastes de pórtico de 3,2t, um guindaste de 6,3t e 1 torre sugadora para 150t/h que atende ao Moinho J.Macedo. Nesse trecho encontra-se uma área descoberta de 7.234m² usada eventualmente para estacionamento de veículos.

Um cais de ligação com 240m de comprimento aparelhado com 2 guindastes de pórtico, sendo um de 12t e outro de 6.3t. Esse trecho também conhecido como trecho IV, foi arrendado por 25 anos à Tecon Salvador S.A. atende como cargas movimentadas, os produtos siderúrgicos, petroquímicos, granito/mármore em blocos, automóveis, sisal, frutas e sucos, etc.

Um Cais de 10 metros, também conhecido como trecho V, com 375m de comprimento também arrendado à empresa Tecon Salvador S.A. esta aparelhado com um guindaste de pórtico com capacidade de 32.140t, 2 transtêineres que operam no pátio de contêineres com capacidade para 4.000TEU. Possui 202 tomadas para contêineres refrigerados, 15 empilhadeiras de 12t, 1 de 30t, 1 de 37t, e 3 empilhadeiras de pátio (reach stackers) de 41t, além de carretas, caminhões, balanças rodoviárias, etc.

Uma rampa ro-ro também conhecida como trecho VI é usado para atracação de navios ro-ro com rampa de popa.

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Salvador movimentou, no cais público, 2.334.992t de cargas.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       Granel sólido

Cargas desembarcadas: trigo 303.785t, malte 33.048t, cobre 14.806t, fertilizantes 1.052t.

Cargas embarcadas: ferro liga 52.060t.

·       Carga geral

Cargas desembarcadas: alimentos 24.163t, equipamento 69.521t, borracha 4.640t, cerâmicas 5.795t, produtos siderúrgicos 15.380t, produtos químicos 129.692t, farinha de trigo 5.609t, arroz 61.783t, veículos 49.988t, tara de contêiner 49.627t, contêiner vazio 87.688t e outras cargas 43.303t.

Cargas embarcadas: concentrado de cobre 94.716t, sisal 79.955t, produtos siderúrgicos 120.779t, sucos e frutas 110.935t, celulose 102.643t, granito 81.003t, alimento 42.417t, alumínio 18.452t, fumo 5.048t, ferro-liga 38.606t, peles 14.102t, petroquímicos 460.883t, tara de contêiner 128.793t, contêiner vazio 15.328t e outras cargas 69.412t.

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel sólido: trigo 303.785t, malte 33.048t, cobre 14.806t, fertilizantes 1.052t, - Carga geral: papel 7.324t, produtos siderúrgicos 11.906t, equipamentos 62.431t, concentrado de cobre 14.806t, produtos químicos 107.938t, alimentos 16.963t, tara de contêiner 33.204t, contêiner vazio 24.307t, farinha de trigo 5.393t, borracha 4.338t, veículos 49.988t e outras cargas 15.444t.

Cargas exportadas - Granel sólido: ferro-liga 52.060t - Carga geral: cobre 89.510t, granito 80.080t, alumínio 18.452t, fumo 5.004t, alimentos 1.881t, sisal 78.754t, cacau 29.740t, produtos siderúrgicos 84.037t, sucos e frutas 110.280t, peles 13.079t, celulose 102.016t, petroquímicos 279.121t, tara de contêiner 92.532t, contêiner vazio 4.166t e outras cargas 55.934t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas - Carga geral: alimentos 8.440t, arroz 61.781t, equipamentos 6.055t, cerâmicas 4.981t, produtos siderúrgicos 2.382t, produtos químicos 20.868t, tara de contêiner 16.423t, contêiner vazio 63.281t e outras cargas 16.240t.

Cargas embarcadas - Carga geral: equipamentos 1.228t, ferro-liga 19.309t, produtos siderúrgicos 42.677t, petroquímicos 175.736t, cobre 4.993t, azulejo 3.473t, alimentos 3.896t, tara de contêiner 36.261t, contêiner vazio 11.162t e outras cargas 8.454t.

 

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

O Porto de Salvador movimentou em 2002, 87.454 contêineres, equivalente a 134.664TEU e 1.392.496t.

INFORMAÇÃO TÉCNICA: AMOSTRA - Período de 12 meses e 417 navios. OBJETIVO - Obter o desempenho operacional da movimentação de contêineres em navios porta-contêineres, no longo curso, no terminal de contêineres do porto.

Ponto de vista do Porto

341t/h ou 21cont/h e 217t/h ou 14cont/h, foram as cadências operacionais observadas nas movimentações de contêineres respectivamente nos berços 611 e 610. Tais berços foram responsáveis por 88% das atracações no período.

O quadro seguinte mostra também, na média geral, que para um tempo atracado de 12h o tempo operando ficou em 10h, resultando em 2h de tempo não operando, para uma movimentação de 2.933t por navio e 183 contêineres, isto é, 18 cont/h.


ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO

MÉDIA POR BERÇO

Berço

TPB

Comprimento

m

Quantidade de navios

Tempo

Peso

Quantidade

Operando

h

Atracado

h

Desembarque

u

t

Embarque

t

Desembarque

u

Embarque

u

300

23.809

177

45

11

13

910

1.313

71

63

610

28.781

193

73

13

15

917

1.900

92

90

611

26.607

185

293

9

11

978

2.095

92

98

 Média Geral

26.717

186

417

10

12

959

1.974

90

93


Ponto de vista do navio

 371t/h ou 20cont/h e 330t/h ou 20cont/h foram as cadências operacionais observadas nas movimentações de contêineres, respectivamente em navios de 177m e 193m de comprimento. Tais classes de navios permaneceram atracadas, respectivamente com 14h e 10h com tempo operando de 12h e 8h resultando, no tempo não operando de 2h comum as duas classes de navios.

O quadro seguinte mostra também que em média os navios ficam atracados no porto 12h com tempo operando de 10h, resultando no rendimento operacional de 293t/h ou 18cont/h.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO
MÉDIA POR NAVIO

TPB

(Comprimento)

TPB

Comprimento

m

Quantidade de navios

Tempo

Peso

Quantidade

Operando

h

Atracado

h

Desemb.

t

Embarque

t

Desemb.

u

Embarque

u

Até 9.999

(até 149m)

11.065

126

20

12

14

1.154

3.116

108

134

10.000 a 19.999

(150m a 179m)

21.728

170

127

8

10

827

1.813

78

82

20.000 a 29.999

(180m a 199m)

27.726

188

141

10

12

1.162

2.007

103

97

30.000 a 39.999

(200m a 219m)

32.929

207

126

11

13

849

1.930

86

93

+ de 40.000

(+ de 220m)

37.900

248

3

6

7

328

1.470

26

65

 

Média Geral

 

26.717

186

417

10

12

959

1.974

90

93

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: SALVADOR-BA
– 1986-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

1986

178.628

32.941

465.777

677.346

404.063

103

188.498

592.664

1.270.010

1987

194.007

19.275

422.230

635.512

500.022

166.155

666.177

1.301.689

1988

229.047

4.410

542.147

775.604

323.439

142.159

465.598

1.241.202

1989

182.744

6.161

698.696

887.601

266.438

116.464

382.902

1.270.503

1990

279.890

6.850

672.977

959.717

293.488

185.669

479.157

1.438.874

1991

193.078

2.881

724.239