PORTO DO RIO DE JANEIRO
COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO (Gerência)
Porto do Rio de Janeiro
Av. Rodrigues Alves, nº 20 - 4º andar - Praça Mauá
CEP: 20081-250 - Rio de Janeiro (RJ)
Tel: (21) 2219-9542/9543 e 22631518
Telefax: (21) 2516-1958

 

ORIGEM

Na década de 1870, com a construção da doca da Alfândega, surgiram os primeiros projetos para o desenvolvimento do porto do Rio de Janeiro, que então funcionava por meio de instalações dispersas, compreendendo os trapiches da Estrada de Ferro Central do Brasil, da Ilha dos Ferreiros, da enseada de São Cristóvão, da praça Mauá e os cais Dom Pedro II, da Saúde, do Moinho Inglês e da Gamboa.

Os decretos nº 849, de 11 de outubro de 1890, e nº 3.295, de 23 de maio de 1890, autorizaram, respectivamente, à Empresa Industrial de Melhoramentos do Brasil e a The Rio de Janeiro Harbour and Docks, a construção de um conjunto de cais acostáveis, armazéns e alpendres. No primeiro caso, entre a Ilha das Cobras e o Arsenal de Marinha e, no segundo, desde o Arsenal de Marinha até a Ponta do Caju. Em seqüência, o governo federal contratou obras de melhoramentos com a firma C.H. Walker & Co. Ltd., em 24 de setembro de 1903, que consistiam na construção, principalmente, de 3.500m de cais. Posteriormente, foram implantados o Cais da Gamboa e sete armazéns.

A inauguração oficial do porto ocorreu em 20 de julho de 1910, passando a ser administrado
por Demart & Cia. (1910), Compagnie du Port de Rio de Janeiro (1911 a 1922) e Companhia Brasileira de Exploração de Portos (1923 a 1933). Pela Lei nº 190, de 16 de janeiro de 1936, foi constituído o órgão federal autônomo denominado Administração do Porto do Rio de Janeiro, que recebeu as instalações em transferência ficando subordinado ao Departamento Nacional de Portos e Navegação, do Ministério da Viação e Obras Públicas.

Mais tarde, o Decreto nº 72.439, de 9 de julho de 1973, aprovou a criação da Companhia Docas da Guanabara, atualmente Companhia Docas do Rio de Janeiro.

ADMINISTRAÇÃO

O porto é administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

LOCALIZAÇÃO

Na costa oeste da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro (RJ).

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Abrange os estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo e as áreas do sudoeste de Goiás e do sul da Bahia.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria - MT nº 1.004, de 16/12/93 (D.O.U. de 17/12/93), a área do porto organizado do Rio de Janeiro, no estado do Rio de Janeiro, é constituída:

a)      pelas instalações portuárias existentes na margem da baía de Guanabara, na cidade do Rio de Janeiro, desde a extremidade leste, no píer Mauá, inclusive, até a extremidade norte, no Cais do Caju, abrangendo todos os cais, ilhas, docas, pontes, píeres de atracação e de acostagem, armazém, silos, rampas ro-ro, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências pertencentes à União, incorporadas ou não ao patrimônio
do porto do Rio de Janeiro ou sob a sua guarda e responsabilidade, incluindo-se, também, a área ocupada pelo Instituto de Pesquisas Hidroviárias (INPH);

b) pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" anterior, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pelas BR-040, BR-101, BR-116, RJ-071 e RJ-083.

·       FERROVIÁRIO – Pelas MRS Logística S.A., Malha Sudeste, antigas Superintendências Regionais Belo Horizonte (SR 2), Juiz de Fora  (SR 3) e Campos (SR 8), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), compreendendo a Estrada de Ferro Central do Brasil (EFCB) e a Estrada de Ferro Leopoldina (EFL).

·       MARÍTIMO – A barra, com largura de 1,5km e profundidade mínima de 12m, é delimitada pelos faróis do Morro do Pão de Açúcar e da fortaleza de Santa Cruz, na entrada da baía de Guanabara. O canal de acesso compreende 18,5km de comprimento, 150m de largura mínima e 17m de profundidade.

INSTALAÇÕES

Existem 6.740m de cais contínuo e um píer de 883m, compondo os seguintes trechos:

·       Pier Mauá: consiste no píer, acostável nos dois lados, contendo cinco berços, com profundidades de 7m a 10m. Sua superfície total é de 38.512m².

·       Cais da Gamboa: principia junto ao píer Mauá e se prolonga até o Canal do Mangue, numa extensão de 3.150m, compreendendo 20 berços, com profundidades que variam de 7m a 10m. É atendido por 18 armazéns, sendo um frigorífico para 15.200t, totalizando 60.000m2. Uma área de 16.000m2 de pátios serve para armazenagem a céu aberto.

·       Cais de São Cristóvão: com seis berços distribuídos em 1.525m, com profundidades variando de 6m a 8,5m. Possui dois armazéns perfazendo 12.100m2 e uma área de pátios descobertos com 23.000m2.

·       Cais do Caju/Terminal Roll-on-Roll-off: possui 1.001m de cais e cinco berços com profundidades entre 6m e 12m, estando apenas um em condições de operar. As instalações de armazenagem são constituídas de dois armazéns, com área total de 21.000m, e de 69.200m2 de pátios descobertos.

·       Terminais de contêineres: 2 terminais de contêineres arrendados – o LIBRA-T1 e o MULTI-T2 compreendem um cais de 784m, com quatro berços (2 de cada terminal) e profundidades entre 11,5m e 12m, e retroária total de 324.000m².

O porto conta, também, com 10 armazéns externos, no total de 65.367m2, e com oito pátios cobertos, somando 11.027m2, com capacidade de 13.100t.

·       No cais

Terminais arrendados instalados ao longo do cais público:
Terminal de Contêineres 1 – T1, da Libra Terminal Rio S/A.; Terminal de Contêineres 2 – T2, da Multi-Rio Operações Portuárias S/A.; Terminal Roll-on-roll-off – TRR, da Multi-Car Rio Terminal de Veículos S/A.; Terminal de Produtos Siderúrgicos de São Cristóvão – TSC, da Triunfo Operadora Portuária Ltda.; Terminal de Trigo São Cristóvão – TTC, da Moinhos Cruzeiro do Sul Ltda.; Terminal Papeleiro – TPA, da Multiterminais Alfandegados do Brasil Ltda.; Terminal de Açúcar – TAC, da Servport – Serviços Portuários e Marítimos Ltda.; Terminal de Produtos Siderúrgicos da Gamboa – TSG, da Triunfo Operadora Portuária Ltda.; Terminal de Passageiros / Projeto Pier Mauá – PPM, da Pier Mauá S/A.; Terminal de Granéis Líquidos, da União Terminais Armazéns Gerais Ltda..

·       Fora do cais

Terminais de uso privativo:
Torguá (combustíveis), da Petrobras S.A., nas ilhas D'Água (Autorização 026/02), Transpetro; ilha Redonda (Autorização 028/02), Transpetro; Esso (produtos químicos), da Esso Brasileiro de Petróleo C.A. 052/97 na Ilha do Governador; Shell (combustíveis), da Shell do Brasil S.A., na Ilha do Governador; Manguinhos (combustíveis), da Refinaria de Manguinhos, na baía de Guanabara e Terminal Marítimo Imbetiba (combustíveis), da Petrobras S.A., C.A. nº 055/97 em Macaé (RJ).

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto do Rio de Janeiro movimentou, no cais público, 6.400.312t de cargas e, fora do cais, 6.994.050t, que responderam, respectivamente, por 48% e 52% do total do porto, 13.394.362t.

As principais cargas movimentadas foram:

No cais público:

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel sólido: trigo 598.726t, outros granéis sólidos 59.781t - Granel líquido: petróleo 677.604t, derivados de petróleo 76.656t, outros granéis líquidos 14.405t - Carga geral: produtos siderúrgicos 149.995t, papel 95.096t, carga em ro-ro 28.580t, carga em contêiner 1.153.559t, outros 11.387t.
 Cargas exportadas - Granel sólido: diversos granéis sólidos 47.390t - Granel líquido: derivados de petróleo 3.714t, diversos granéis líquidos 8.767t - Carga geral: produtos siderúrgicos 1.389.599t, açúcar 28.089t, carga em ro-ro 31.083t, carga em contêiner 1.622.304t, carga geral solta 30.010t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas - Granel líquido: petróleo 8.082t, derivados de petróleo 21.176t, outros granéis líquidos 232.542t - Carga geral: carga em contêiner 23.529t.

Cargas embarcadas - Granel líquido: diversos 6.383t - Carga geral: carga em contêiner 81.855t.

·       Fora do cais


TERMINAL DE USO PRIVATIVO

Terminais da Petrobras – Ilha D'água e Ilha Redonda - Aut. 026/02 e 028/02
Empresa: Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobrás (Rio de Janeiro - RJ)-
 (Em t)
 

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

 

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

 

LONGO CURSO

2001

-

688.023

-

688.023

-

959.133

-

959.133

1.647.156

 

2002

-

1.151.833

-

1.151.833

-

419.375

-

419.375

1.571.208

 

CABOTAGEM

2001

-

1.899.646

-

1.899.646

-

6.086.136

-

6.086.136

7.985.782

 

2002

-

2.374.974

-

2.374.974

-

2.589.882

-

2.589.882

4.964.856

 

TOTAL

2001

-

2.587.669

-

2.587.669

-

7.045.269

-

7.045.269

9.632.938

 

2002

-

3.526.807

-

3.526.807

-

3.009.257

-

3.009.257

6.536.064

 



FLUXO DE CARGAS - 2002

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel líquido: petróleo 126.600t, derivados de petróleo 292.775t.
Cargas exportadas - Granel líquido: petróleo 140.749t, derivados de petróleo 1.011.084t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas - Granel líquido: petróleo 1.885.966t, derivados de petróleo 703.916t.
Cargas embarcadas - Granel líquido: petróleo 188.000t, derivados de petróleo 2.186.974t.

Obs.: O transporte de petróleo e derivados foi feito por 303 navios sendo 60 de longo curso e 243 de cabotagem.

Terminal Esso - C.A. nº 052/97
Empresa: Esso Brasileira de Petróleo Ltda. (Rio de Janeiro - RJ) (Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

 

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

 

LONGO CURSO

2001

-

30.145

-

30.145

-

62.851

-

62.851

92.996

 

2002

-

36.017

-

36.017

-

43.265

-

43.265

79.282

 

CABOTAGEM

2001

-

 

-

 

-

 

-

 

 

 

2002

-

23.662

-

23.662

-

2.476

-

2.476

26.138

 

TOTAL

2001

-

30.145

-

30.145

-

62.851

-

62.851

92.996

 

2002

-

59.679

-

59.679

-

45.741

-

45.741

105.420

 


FLUXO DE CARGAS - 2002

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel líquido: derivados de petróleo 29.764t, outros 13.501t.

Cargas exportadas - Granel líquido: derivados de petróleo 36.017t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas - Granel líquido: derivados de petróleo 2.476t.

Cargas embarcadas - Granel líquido: derivados de petróleo 23.662t.

Obs.: O transporte de derivados e outros granéis líquidos foi feito por 29 navios sendo 24 de longo curso e 5 de cabotagem.

Terminal Shell
Empresa: Shell Brasil S.A. (Rio de Janeiro - RJ) - (Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

 

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

 

LONGO CURSO