PORTO DE RECIFE
Praça Artur Oscar, s/n - Encruzilhada
CEP: 50030-370 - Recife (PE)
PABX: (81) 3419-1901, 3419-1902
Tel.: (81) 3224-6106
Telefax: (81) 3224-2848
e-mail: portorec@elogica.com.br

 

ORIGEM

Datam de 1815 as primeiras iniciativas para a realização de melhoramentos no antigo ancoradouro de Recife. No decorrer do século XIX foram elaborados diversos projetos, sem que a execução contudo prosperasse. Somente em 1º de julho de 1909, com a publicação do Decreto nº 7.447, a empresa Société de Construction du Port de Pernambuco foi autorizada a construir as novas instalações, compreendendo, essencialmente, 2.125m de cais e três armazéns.

A entrada em operação comercial ocorreu em 12 de setembro de 1918. Pelos decretos nº 14.531 e nº 14.532, ambos de 10 de dezembro de 1920, ficou definida a transferência da concessão do porto para o governo estadual, que deu prosseguimento às obras da sua implantação, concluindo mais cinco armazéns, um galpão e começando o prolongamento do cais. Essa concessão foi revista e aprovada pelo Decreto nº 1.995, de 1º de outubro de 1937, e encampada, posteriormente, pelo Decreto nº 82.278, de 18 de setembro de 1978, pela Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobras), extinta em 1990, passando a administração do porto a ser exercida pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte, mediante o Convênio de Descentralização de Serviços Portuários nº 004/90-SNT-DNTA, celebrado em 19/11/90, por força do Decreto 99.475, de 24/08/90, aditado em 17/01/91. Atualmente, por força do Convênio de Delegação nº 02/2001 entre a União e o Estado de Pernambuco, publicado no Diário Oficial do Estado de Pernambuco em 31/12/99, por delegação da União, o porto passou a ser administrado oficialmente, a partir de 1º de junho de 2001, pela empresa estadual Porto do Recife S.A.

ADMINISTRAÇÃO

É exercida atualmente pela empresa estadual Porto do Recife S.A.

LOCALIZAÇÃO

Localiza-se na parte centro-leste da cidade de Recife, capital do estado de Pernambuco, na confluência e às margens dos rios Capibaribe, ao sul, e Beberibe, no local onde deságuam no oceano Atlântico.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Abrange os estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, parte de Alagoas, a faixa litorânea de Sergipe, o sudeste do Piauí, o sul do Ceará e o noroeste da Bahia.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 1.030, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de Recife, no estado de Pernambuco, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes na cidade de Recife, tendo como  limites extremos o molhe de Olinda, ao norte, e a ponte Agamenon Magalhães, ao sul, na Baía do Pina, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Recife ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pelas rodovias federais BR-101, BR-232 e BR-408.

·       FERROVIÁRIO – Por meio da Companhia Ferroviária do Nordeste – CFN, malha Nordeste.

·       MARÍTIMO – Existem 2 canais de acesso ao porto, ambos com características naturais. O principal deles, Canal Sul, possui aproximadamente 260m de largura e 3,4km de extensão, com profundidade de 10,5m. O outro, denominado Canal Norte, tem pouca largura, cerca de 1.000m de comprimento, e profundidade de 6,5m, e é utilizado apenas por embarcações de pequeno porte. A bacia de evolução, situada ao longo da faixa de cais, é de formato retangular com 3.062m de extensão, com largura variando entre 160m e 475m e com profundidades variando entre 9m e 12m.

INSTALAÇÕES

As instalações de acostagem compreendem quatro trechos de um cais contínuo, com uma extensão total de 2.960m, assim distribuídos:

Trecho 1 – Com 340m, contendo dois berços (0 e 01) de atracação com profundidades variando de 8,50m a 10m. Existem, contíguos, dois silos horizontais para granéis, com 200.000t de capacidade, e um armazém de carga geral com 1.782m2.

Trecho 2 – Com 1.010m, dotado de cinco berços (02, 03, 04, 05 e 06), e profundidade média de 10,30m. Dispõe de área de armazenagem a céu aberto, com 50.600m2, e de dois armazéns totalizando 15.000m2. Dispõe de um portêiner para 30,5t

Trecho 3 – Com 1.262m de comprimento, oito berços (07, 08 09, 10 11, 12 13 e 14), e profundidade entre 8m e 10m, possui oito armazéns para carga geral, um deles destinado a carga frigorificada, somando 14.910m2. Conta, também, com uma área de 5.785m2 de pátios descobertos para depósito de carga geral.

Trecho 4 – Com 348m de cais e um berço (15), com profundidades de 8m, em frente a dois armazéns com 1.642m2 e um pátio descoberto, de 1.400m2, destinado à carga geral.

EQUIPAMENTOS

12 empilhadeira sendo 3 de 2,5t, 4 de 3t; e 5 7t; bem como 03 empilhadeira de 40t;  01 auto guindaste de 5t; 01 trator terminal (VTT) de 54t; 01 trator de 7t; 04 guindaste elétrico de 3,2t; 03 guindaste elétrico de 12,5t; 16t e 25t; 03 moega de 18t; 02 transtêiner de 30t; 05  grab de 6,3m³ e  4,0m³; 05 tablado de 3t.

FACILIDADES

O porto possui um Pátio de Contêineres (PCON) que está incluso na área de retaguarda do berço nº 2, com as seguintes facilidades: área de 24,128m2; capacidade de estocagem de 1.140 contêineres; 30 tomadas para contêineres frigoríficos; 2 empilhadeiras de 37t, com spreader telescópico; 1 empilhadeira de 40t, com spreader telescópico; 2 empilhadeiras de 7t dotadas de asa delta para movimentação de contêineres vazios; 1 guindaste de 25t, na faixa do cais; 1 portêiner com capacidade de 30,5t; 1 transtêiner com capacidade de 30t.

As linhas férreas disponíveis no porto são: para trens 10.000m; para guindastes; 1.280m; para portêiner, 220m; para transtêiner, 422m.

O porto possui, também,  Instalações especiais para embarque e desembarque de cargas: Trigo/Milho – no berço 01, profundidade de 10m, servido por 2 descarregadores pneumáticos, com capacidade de 100t/h e 300t/h, operando  para os silos da Companhia de Abastecimento e Armazéns Gerais do Estado de Pernambuco – CEAGEPE, capacidade estática de 25.000t – no berço 09, profundidade de 9m, servido por 2 descarregadores pneumáticos, sendo um fixo e outro móvel, com capacidade de 100t/h e 150t/h, ambos operando para vagões, caminhões ou para silos da Santista Alimentícios S/A, capacidade estática de 23.000t. Cevada – no berço 04, profundidade de 11m, servido por descarregador pneumático com capacidade de 120t/h operando para silos da Rhodes S/A, capacidade de estocagem de 10.000t. Açúcar – no berço 00, com profundidade de 10m, servido por descarregador pneumático com capacidade de embarque de 1.000t/h, operando para silos horizontais do Terminal Açucareiro, capacidade de estocagem de 200.000t para açúcar a granel.  

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Recife movimentou, no cais público, 1.529.506t de cargas.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       No longo curso

Cargas importadas – Granel sólido: trigo 472.685t, adubo 147.104t, cevada 101.211t, coque de petróleo 24.978t, diversos 64.938t – Carga geral: granito 14.583t, papel-jornal 8.099t, contêiner 28.405t, barrilha 43.331t.

Cargas exportadas – Granel sólido: açúcar 349.002t – Granel líquido: derivados de petróleo 9.207t - Carga geral: açúcar em sacos 176.354t, contêiner 1.092t, outras 15.780t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas – Granel sólido: diversos 4.715t – Granel líquido: derivados de petróleo 16.580t – Carga geral: contêiner 18.770t e outras cargas 275t.

Cargas embarcadas – Carga geral: contêiner 28.540t e outras cargas 3.857t.

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

O porto de Recife movimentou, em 2002, 3.810 contêineres, equivalentes a 5.512TEU e 76.807t.

INFORMAÇÃO TÉCNICA: AMOSTRA - Período de 6 meses, 15 navios. OBJETIVO - Obter o desempenho operacional da movimentação de contêineres em navios porta-contêineres, com equipamentos dos navios, no cais público, no longo curso e na cabotagem.

Ponto de vista do porto

288t/h foi o desempenho operacional do berço A-02, responsável pela maior quantidade de carga movimentada 4.906t por navio, se considerado o tempo atracado como tempo operando.

O quadro seguinte mostra os índices operacionais por berço do porto de Recife, que teve uma espera para atracação de 2h e tempo atracado de 19h, para uma movimentação de 5.116t com rendimento operacional de 301t/h.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO
MÉDIA POR BERÇO

BERÇO

TPB

Comprimento

m

Quantidade de navios

ESTADIA

OPERAÇÃO

Espera

h

Atracado

h

Total

h

Desembarque

t

Embarque

Total

t

A-02

21.552

175

11

2

17

19

3.067

1.839

4.906

A-03

21.671

176

2

2

19

21

4.210

2.856

7.066

A-04

20.359

167

1

1

14

15

1.499

477

1.976

A-06

22.984

184

1

1

19

20

3.454

3.218

6.672

Média Geral

21.584

175

15

2

17

19

3.141

1.975

5.116

Ponto de vista do navio

O porto encerrou em junho de 2002, as atividades de movimentação de contêineres. Assim o quadro seguinte mostra os índices operacionais dos navios de 167m e 184m, apenas 15, que freqüentaram o porto.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO
MÉDIA POR NAVIO

Quantidade de navios

TPB

Comprimento

m

Estadia

Operação

Espera

h

Atracado

h

Total

h

Desembarque

t

Embarque

t

Total

t

Índice

t/h

8

20.359

167

2

17

19

3.617

1.686

5.303

312

7

22.984

184

2

17

19

2.597

2.306

4.903

288

15

21.584

174

2

17

19

3.141

1.975

5.116

301


EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: RECIFE-PE
– 1986-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA  GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA  GERAL

SUBTOTAL

1986

364.693

698.412

857.787

1.920.892

1.328.226

1.070.083

192.972

2.591.281

4.512.173

1987

263.587

744.666

869.908

1.878.161

1.299.317

1.162.528

115.744

2.577.589

4.455.750

1988

291.976

626.740

644.217

1.562.933

840.009

1.066.852

81.966

1.988.827

3.551.760

1989

97.473

415.837

613.668

1.126.978

723.698

1.192.745

93.790

2.010.233

3.137.211

1990

289.179

298.666

662.421

1.250.266

862.303

1.189.117

96.640

2.148.060

3.398.326

1991

251.853

323.389

619.132

1.194.374

914.998

1.356.822

106.996

2.378.816

3.573.190

1992

291.059

65.553

691.456

1.048.068

984.818

757.241

75.185

1.817.244

2.865.312

1993

269.042

3.793

363.951

636.786

1.351.753

279.759

161.523

1.793.035

2.429.821

1994

257.943

5.142

410.970

674.055

1.174.697