PORTO DE PARANAGUÁ
ADMINISTRAÇÃO DOS PORTOS DE PARANAGUÁ E ANTONINA (APPA)
Rua Antonio Pereira, 161
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ORIGEM

O Decreto nº 5.053, de 14 de agosto de 1872, concedeu ao grupo formado pelos empresários José Gonçalves Pecego Júnior, Pedro Aloys Scherer e José Maria da Silva Lemos a transformação do antigo ancoradouro da cidade de Paranaguá (PR) em um porto com condições de atendimento aos fluxos de mercadorias originadas da ligação ferroviária com Curitiba. Essa concessão foi encerrada pelo Decreto nº 6.053, de 14 de setembro de 1889. As obras de melhoramento foram assumidas pelo governo do estado do Paraná, conforme disposto no Decreto nº 12.477, de 23 de maio de 1917, prevendo, inicialmente, a abertura de dois canais de acesso, a execução de 550m de cais acostável e 2.486m de cais de saneamento, além de armazéns e depósitos, de acordo com projeto elaborado pela Inspetoria Federal de Portos, Rios e Canais, do Ministério da Viação e Obras Públicas.

A construção do porto começou em 24 de novembro de 1926, e a sua inauguração se deu a 17 de março de 1933. Em 11 de julho de 1947, foi criado o órgão estadual Administração do Porto de Paranaguá, modificado, em 10 de novembro de 1971, para Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. O contrato de concessão em vigor foi iniciado em 23 de fevereiro de 1949, com prazo previsto para término em 1992, foi prorrogado por mais 10 anos até 19 de dezembro de 2002.

ADMINISTRAÇÃO

O porto é administrado pela autarquia estadual Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA).

LOCALIZAÇÃO

Na cidade de Paranaguá, no estado do Paraná, na margem sul da baía de Paranaguá.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Compreende o estado do Paraná e parte dos estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. Inclui também o Paraguai, que dispõe de um entreposto franco no porto.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 207, de 7/4/94 (D.O.U. de 8/4/94), a área do porto organizado de Paranaguá, no estado do Paraná, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes na baía de Paranaguá, desde o Pontal do Sul, estendendo-se até a foz do rio Nhundiaquara, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, silos, rampas ro-ro, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos e ilhas ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências pertencentes à União, incorporadas ou não ao patrimônio do porto de Paranaguá ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canais de acesso – da Galheta, Sudeste, do Norte – e áreas adjacentes a esses até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pela BR-277, ligando Paranaguá a Curitiba e conectando a BR-116 pelas rodovias PR-408, PR-411 e PR-410.

·       FERROVIÁRIO – Pela Ferrovia Sul-Atlântico S/A, malha Sul, da antiga Superintendência Regional Curitiba (SR 5), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA).

·       MARÍTIMO – A barra de entrada tem largura de 200m e profundidade de 12m. O porto possui três canais de acesso: o do Norte, o do Sudeste e o da Galheta, esse último, o principal, com 28,5km de extensão, largura variando de 150m a 200m e profundidade de 12m.

INSTALAÇÕES

Composto por um cais de 2.616m de comprimento e um cais de inflamáveis com dois piers sendo um com 143m e outro com 184m.

Cais Comercial

O cais comercial com extensão acostável de 2.616m e 16 berços de atracação, com profundidades variando entre 8m, 10m, 12m e 13m tem capacidade de atendimento simultâneo de 12 a 14 navios, desde os pequenos de cabotagem até os supergraneleiros de até 270m de comprimento. Ao longo do cais comercial é feita a movimentação de granéis sólidos, carga geral e contêineres.

Granéis Sólidos

O porto utiliza 5 pontos de atracação para embarque de cereais, soja, farelos, milho e desembarques de trigo, cevada, malte, além de sal, fertilizantes e minério. Os berços onde ocorrem os embarques são: berços 201 serve a Soceppar, com capacidade de ensilagem de 184.500t, berço 202 serve a Ceval com capacidade de ensilagem de 88.000t. Os berços 203, 204 e 205, servem a Cargill e a Administração do Porto de Paranaguá – APPA com capacidade total de 235.000t de grãos.

Além desses o porto dispõe do Corredor de Exportação onde os berços 212, 213 e 214, com dois carregadores de grãos cada um, atendem as exportações de soja e farelo, através das, Cotriguaçu, Coamo, Centro Sul, Paraguay, CDL e Coimbra com capacidade total de ensilagem para 628.500t.

Carga Geral e Contêineres

Para dar cobertura a movimentação de carga geral e contêineres em navios convencionais e mistos (carga geral solta e contêineres) o porto dispõe de 24 armazéns totalizando 65.560m² e/ou 376.144m³, além de pátio de múltiplo uso com 8.000m², pátio ro-ro para contêineres e carretas 6.500m², pátios para estacionamento e manobras, terminais de congelados e papeleiros com 8.000m², pátios para contêineres cheios de importação com 12.750m² além de outro pátio também para contêineres cheios e vazios 14.000m² e um último pátio utilizado como Centro de Distribuição de Veículos, com 27.000m². Os pátios totalizam 91.250m².

O Terminal de Veículos e Contêineres - Tevecon, é atendido pelos berços 215 e 216 e vem sendo implantado ao longo do tempo. O terminal deverá ter ao final da sua implantação 300.000m² de pátio.

Granéis Líquidos

Os granéis líquidos são movimentados nos dois piers de 143m a 184m pela Petrobrás, sendo atendidos por 35 tanques, inclusive 3 de esferas com capacidade total de 177.411m³ para movimentação de derivados de petróleo.

Para a movimentação de outros granéis líquidos existem os terminais: Terminal Catallini, C.A. nº 049/97, que opera com 4 dolfins, sendo 2 de atracação e 2 de amarração atendido por 36 tanques e 65.266m³, o terminal da Dibal que movimenta óleo vegetal possui 7 tanques e 17.000m3, e o terminal da Becker para ácidos possui 2 tanques e 10.000m3.

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Paranaguá movimentou, no cais público, 27.859.879t de cargas.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       Granel sólido

Cargas desembarcadas: cevada 125.909t, fertilizantes 4.066.613t, minérios 1.067t, sal 17.973t, trigo 149.426t, caulim 59.049t.

Cargas embarcadas: açúcar 2.194.248t, farelos 5.547.530t, milho 1.936.522t, soja 5.139.898t.

·       Granel líquido

Cargas desembarcadas: álcool 63t, derivados de petróleo 402.535t, GLP 65.514t, óleos vegetais 1.487t, produtos químicos 189.975t.

Cargas embarcadas: derivados de petróleo 1.558.579t, GLP 14.111t, óleos vegetais 1.191.636t, produtos químicos 31.583t, outros granéis líquidos 520.113t.

·       Carga geral

Cargas desembarcadas: algodão 38t, celulose 54.008t, papel 23.464t, arroz 26.133t e outras cargas 1.143.047t.

Cargas embarcadas: açúcar 344.520t, algodão 47.432t, café 586t, celulose 1.145t, cerâmica 24.649t, congelados 484.420t, couros 29.837t, madeira 1.258.603t, papel 276.905t e outras cargas 931.162t.

·       No longo curso

Cargas importadas – Granel sólido: fertilizantes 4.066.613t, trigo 149.426t, cevada 122.141t – Granel líquido: derivados de petróleo 201.128t, produtos químicos 161.235t, GLP 52.317t, álcool 63t, óleos vegetais 1.487t – Carga geral: celulose 54.008t, papel 23.464t, arroz 26.133t, outras 859.866t.

Cargas exportadas – Granel sólido: soja 5.139.898t, farelo de soja 5.547.530t, milho 1.936.484t, açúcar 2.194.248t – Granel líquido: óleos vegetais 1.191.426t, derivados de petróleo 169.838t, produtos químicos 31.583t, outras 520.113t – Carga geral: madeira 1.258.603t, algodão 47.432t, couros 29.837t, congelados 484.420t, celulose 1.145t, cerâmicas 24.649t, papel 276.905t, outras 1.024.012t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas – Granel sólido: sal 17.973t, caulim 59.049t – Granel líquido: derivados de petróleo 201.407t, GLP 13.197t, produtos químicos 28.740t - Carga geral: diversas 288.153t.

Cargas embarcadas – Granel sólido: milho 38t – Granel líquido: derivados de petróleo 1.388.741t, GLP 14.111t, óleos vegetais 210t – Carga geral: diversas 252.256t.

O porto de Antonina movimentou, no cais público, 247.100t de cargas e, fora do cais, 389.173t, que responderam, respectivamente, por 39% e 61% do total do porto 636.273t.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel sólido: fertilizantes 17.700t

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas: sal 229.400t.

·       Fora do cais:

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel sólido: fertilizante 4.912t.

Cargas exportadas - Carga geral: madeira 149.708t, ferro 68.022t, congelados 163.254t e outras cargas 3.277t.

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS – GRANÉIS

O porto de Paranaguá exportou 14.818.160t de granéis agrícolas, soja 35%, farelo de soja 37%, açúcar 15% e milho 13% em 2002. Para mostrar a eficiência operacional dessas exportações - 72% de soja e farelo -  apresentamos os resultados operacionais mais importantes do porto.

INFORMAÇÃO TÉCNICA: AMOSTRA - Elementos da amostra, 423 navios, retirados do período de 12 meses, totalizando 13.419.681t que respondeu por 90% do total exportado. OBJETIVO - Obter o desempenho operacional da exportação de granéis agrícolas.

6% foi a participação do Corredor de Exportação, 10.240.461t, com as exportações de granéis agrícolas em relação ao total exportado pelo porto, 13.419.691t. O rendimento operacional do Corredor foi de 33.909t por navio contra 31.725t do porto, inclusive o Corredor.

ÍNDICES MENSAIS DAS EXPORTAÇÕES DE GRANÉIS AGRÍCOLAS NO PORTO E NO CORREDOR

MÊS

EXPORTAÇÃO TOTAL

EXPORTAÇÃO PELO CORREDOR

QUANT. DE NAVIOS

EXPORTAÇÃO

 t

MÉDIA POR NAVIO

t/h

QUANT. DE  NAVIO

u

EXPORTAÇÃO

 t

MÉDIA POR NAVIO

t/h

Janeiro

13

377.039

29.003

6

218.368

36.394

Fevereiro

19

450.894

23.731

14

350.149

25.010

Março

46

1.692.965

36.803

37

1.445.075

39.056

Abril

33

1.202.886

31.177

21

819.380

39.018

Maio

39

1.240.264

31.801

27

909.823

33.697

Junho

43

1.263.794

29.367

31

952.992

30.741

Julho

50

1.662.339

33.246

39

1.348.831

34.585

Agosto

44

1.630.257

37.051

34

1.363.058

40.089

Setembro

56

1.714.064

30.608

37

1.248.161

33.734

Outubro

35

1.043.879

29.825

26

791.706

30.450

Novembro

28

738.208

26.364

20

536.295

26.814

Dezembro

17

403.092

23.711

10

256.623

25.662

Total

423

13.419.681

31.725

302

10.240.461

33.909

 

O quadro anterior mostra a série mensal resultado das exportações de 13.419.691t onde se observa que de março a outubro o porto exportou mais de 1 milhão do toneladas de granéis agrícolas por mês.

O quadro seguinte mostra que 606t/h, 33.909t por navio, e 301.190t por mês foi a performance operacional do Corredor de Exportação (berços 212. 213, 214), contra 328t/h, 26.274t por navio e 96.340t por mês, observados nos outros pontos de embarque (berços 201, 204 e 206) de granéis agrícolas, inclusive soja e farelo durante o ano de 2002.


ÍNDICES OPERACIONAIS DA EXPORTAÇÃO DE SOJA E FARELO, POR
BERÇO DE ATRACAÇÃO
MÉDIA POR NAVIO

BERÇO 

MESES  

OPERANDO

QUNAT.

NAVIOS

TPB 

103 

COMPRIMENTO

m

ESPERA

h

ATRACAÇÃO

h

EXPORTAÇÃO

t

ÍNDICES

MENSAL

t/mês 

OPERACIONAL

t/h

212

11

99

54

204

130

52

34.837

313.540

670

213

12

106

62

216

101

56

33.021

291.687

590

214

12

97

58

212

97

59

33.930

209.206

575

CORREDOR DE EXPORTAÇÃO

34

302

58

210

110

56

33.909

301.190

606

201

12

54

53

206

93

79

25.109

112.988

318

204

9

32

34

171

260

55

23.783

84.562

462

206

12

35

53

212

90

105

30.352