PORTO DE NITERÓI
COMPANHIA DOCAS DO RIO DE JANEIRO (CDRJ)
PORTO DE NITERÓI
Av. Feliciano Sodré,nº 215- centro
CEP: 24012-030 - Niterói (RJ)
Tel.: (21) 620-7466
Fax: (21) 516-1958


 

 

ORIGEM

O governo federal, pelo Decreto nº 16.962, de 24 de junho de 1925, concedeu ao estado do Rio de Janeiro autorização para construir e explorar comercialmente o porto de Niterói. O desenvolvimento das primeiras instalações compreendeu um trecho de 100m de cais e um armazém para carga geral. Administrado a partir de 1960 pelo Departamento de Portos e Navegação do governo estadual, teve a concessão extinta pelo Decreto nº 77.534, de 30 de abril de 1976, ficando sob a gestão da Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobras), extinta em 1990. Atualmente o porto está integrado ao complexo portuário da Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

ADMINISTRAÇÃO

O porto é administrado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ).

LOCALIZAÇÃO

Na costa leste da baía de Guanabara, na cidade de Niterói, no estado do Rio de Janeiro.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Restringe-se ao município de Niterói.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 1.036, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de Niterói, no estado do Rio de Janeiro, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes no município de Niterói, na costa leste da baía de Guanabara, desde a extremidade sul da enseada de São Lourenço até junto ao primeiro acesso da ponte Costa e Silva que se liga ao centro da cidade de Niterói, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Niterói ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo as áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pelas RJ-104 e BR-101.

·       FERROVIÁRIO – Pela Ferrovia Centro-Atlântica S/A, malha Centro-Leste, antiga Superintendência Regional Campos (SR 8), da Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), alcançando Niterói por uma das linhas da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), porém não tocando as instalações portuárias.

·       MARÍTIMO – A barra corresponde à entrada da baía de Guanabara, entre o Morro do Pão de Açúcar e a fortaleza de Santa Cruz, numa faixa com largura de 1,5km e profundidade mínima de 12m. O canal de acesso se estende por 14km, com largura de 70m e profundidade de 6m.

INSTALAÇÕES

O cais comercial com 431m de extensão dispõem de três berços de atracação com profundidades variando entre 3m e 6m. Possui dois armazéns, cuja área total é de 3.300m², com capacidade de 12.000t e conta, ainda, com dois pátios descobertos totalizando 3.584m².

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Niterói movimentou, no cais público, 173.230t de carga.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       No longo curso

Cargas importadas – Granel sólido: trigo 173.230t.

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

61t/h foi o rendimento operacional do porto no desembarque de trigo em navios graneleiros sólidos, considerando o tempo atracado igual ao tempo operando. O quadro seguinte indica outros índices alcançados no porto.

ÍNDICES OPERACIONAIS DO PORTO

Carga

Navio

u

(a)

Tempo atracado

h

(b)

Movimentação

t

(c)

ÍNDICES

Tempo atracado por navio

h

(d) = (b) / (a)

Carga movimentada por navio

t

(e) = (c) / (a)

Carga movimentada por navio por hora

t/h

(f) = (c) / (b)

Trigo

20

2.847

173.230

142

8.662

61

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: NITERÓI-RJ
– 1986-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

1986

1.882

76.303

1.941

80.126

155.385

865

156.250

236.376

1987

910

134.663

738

136.311

166.721

166.721

303.032

1988

122.795

23.573

146.368

138.973

138.973

285.341

1989

106.174

4.505

110.679

153.190

153.190

263.869

1990

14.253

2.072

16.325

152.915

152.915

169.240

1991

22.007

3.343

25.350

147.770

147.770

173.120

1992

30.398

967

31.365

135.611

11.361

146.972

178-337

1993

8.086

153

8.239

186.825

9.694

196.519

204.758

1994

145.485

1.669

147.154

147.154

1995

164.935

164.935

164.935

1996

127.460

127.460

127.460

1997

135.559

6

135.565

135.565

1998

147.160

147.160

147.160

1999

111.531

111.531

111.531

2000

142.944

142.944

142.944

2001

143.865

900

144.765

144.765

2002

173.230

173.230

173.230

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: NITERÓI-RJ
– 1998-02 –

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO CAIS, POR NAVEGAÇÃO
PORTO: NITERÓI-RJ
– 1993-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

LONGO CURSO

1993

186.825

6.494

193.319

193.319

1994

145.485

1.669

147.154