PORTO DE NATAL

COMPANHIA DOCAS DO RIO GRANDE DO NORTE (CODER N)

Av. Engº Hildebrando de Góis, 220 – Ribeira

CEP: 59010-700 – Natal (RN)

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Tel.: (84) 222-3932

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ORIGEM

O projeto do porto de Natal foi aprovado pelo Decreto nº 15.277, de 14/1/22, e teve sua execução iniciada no mesmo ano, pela contratada C.H. Walker & Cia. Ltda., sendo interrompido de 1924 a 1927.

O Decreto nº 21.995, de 21/10/32, determinou que a administração e a exploração do porto ficasse a cargo da respectiva fiscalização, subordinada ao Departamento Nacional de Portos e Navegação. Assim, em 24/10/32, as suas primeiras instalações foram inauguradas, começando a operar. O porto continuou a ser administrado pela União nos período de existência do Departamento de Portos, Rios e Canais e do Departamento de Portos e Vias Navegáveis e posteriormente pela Portobras, criada em 1976.

A partir de 1983, a Administração do Porto passou a integrar a Companhia Docas do Estado do Rio Grande do Norte (Codern), nos termos da Assembléia Geral de Acionistas da Portobras, de 6/4/81.

ADMINISTRAÇÃO

Pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern).

LOCALIZAÇÃO

Na cidade de Natal (RN), à margem direita do rio Potengi, a uma distância de 3km da sua foz.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Inclui todo o estado do Rio Grande do Norte, especialmente os municípios de Mossoró, Pau dos Ferros, Areia Branca, Macau e Ceará-Mirim, além dos estados da Paraíba, Pernambuco e Ceará.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme a Portaria-MT nº 1.029, de 20/12/93 (D.O.U. de 22/12/93), a área do porto organizado de Natal, no estado do Rio Grande do Norte, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes na margem direita do rio Potengi, desde a Base Naval de Natal até o molhe leste, na interseção com o arrecife de Natal, junto ao Forte dos Reis Magos, abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e ainda os terrenos ao longo dessa faixa marginal e em suas adjacências pertencentes à União, incorporadas ou não ao patrimônio do porto de Natal ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário, tais como áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pelas rodovias federais BR-101 e BR-226, ambas encontrando a BR-304, próximo a Natal, e a BR-406.

·       FERROVIÁRIO – O porto é ligado a outros estados nordestinos pela Companhia Ferroviária
do Nordeste (CFN) através do ramal ferroviário Macau, da Superintendência Regional de Fortaleza.

·       MARÍTIMO - O canal inicia-se a leste pelo farol do recife do Natal e a oeste pela pedra da Baixinha. Apresentando largura entre 100m nos trechos retilíneos a 120m nas curvas, de 250m x 400m na bacia de evolução, profundidade em águas mínimas de 10m no canal e de 11,5 m no cais.

INSTALAÇÕES

O cais comercial com 540m de frente acostável com 3 berços sendo 2 de 200m de comprimento e 12m de largura e um de 140m de comprimento e 17m de largura, com profundidade de 11,5m em toda a extensão.

Cerca de 50m ao norte do cais encontra-se o Terminal Petroleiro Píer das Dunas, privativo da Petrobrás destinado a movimentação de granéis líquidos, constituído de 3 dolfins de atracação, com profundidade de acostagem de 10m e em condições de fornecer combustível para as embarcações.

As instalações de armazenagem do porto são constituídas por 2 armazéns de primeira linha com área de 1.800m2 cada, 2 galpões contíguos aos armazéns com áreas respectivas de 456m2 e 380 m2 cada um, 2 áreas retroportuárias de 6.000m2 e 7.500m2 cada uma, 1 armazém frigorífico de primeira linha com área de 2.418m2, capacidade estática para 2.000t e um terminal de contêineres com área de 15.000m2.

FACILIDADES

O porto de Natal dispõe de 162 tomadas elétricas, com 420V para contêineres frigorificados seno 90 na faixa do cais e 40 no pátio de contêineres e 32 em área retroportuária. Oferece suprimento de água, com vazão de 25m3/h. Cais e pátios possuem iluminação noturna, podendo operar, a critério do usuário, 24h ininterruptamente. Para exportação de frutas, o porto dispõe de um frigorífico com capacidade estática de 2.000t;

O terminal de Dunas, especializado na movimentação de combustíveis (exclusiva), localiza-se na Área do Porto Organizado e é privativo da Petrobras. Dessa mesma empresa existem, fora da Área do Porto Organizado, no município de Guamaré (RN), um cais para contêineres frigorificados, tomadas para suprimento de água e um quadro de bóias especializado na movimentação de óleo bruto (petróleo).  

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Natal movimentou, no cais público, 391.428t de cargas e, fora do cais, 4.364.885t, que responderam, respectivamente, por 6% e 94% do movimento total do porto, 4.756.313t.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       No longo curso

Cargas importadas - Granel sólido: trigo 148.881t - Carga geral: caixaria de papelão 1.138t, contêineres 2.870t, equipamento solda 1.454t, cerâmica 20t, contêineres vazios 2.073t.

Cargas exportadas - Carga geral solta: açúcar 80.457t, melão 117.782t, melancia 9.317t, manga 4.813t, banana 3.392t, abacaxi 184t, mamão 771t, outras cargas 120t - Carga geral em contêiner: camarão 764t, banana 386t, manga 2.407t, melancia 2.172t, melão 2.985t, mamão 258t, inhame 198t, cantoneiras 38t, geradores 21t, jerimum 23t, abacaxi 12t, cargas diversas 112t, contêineres vazios 287t, tara de contêiner 2.208t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas - Carga geral: geradores 1970t, diversos 112t.

Cargas embarcadas - Granel líquido: gasolina 513t, óleo diesel 1.941t - Carga geral: diversos 1.215t.

·       Nas outras navegações

Cargas desembarcadas - Carga geral: peixe 288t, compressores diversos 242t, diversos 4t.

·       Fora do cais:
 

TERMINAIS DE USO PRIVATIVO
Terminais da Petrobras (Natal - Dunas e Macau - RN)
Empresa: Petróleo Brasileiro S.A. - Petrobras
- (Em t)

 

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

 

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

 

CABOTAGEM

2001

-

4.271.076

-

4.271.076

-

208.675

-

208.675

4.479.751

 

2002

-

4.185.597

-

4.185.597

-

146.974

-

146.974

4.332.571

 

OUTRAS

2001

-

-

11.587

11.587

-

-

10.296

10.296

21.883

 

2002

-

-

21.634

21.634

-

-

10.680

10.680

32.314

 

TOTAL

2001

-

4.271.076

11.587

4.282.663

-

208.675

10.296

218.971

4.501.634

 

2002

-

4.185.597

21.634

4.207.231

-

146.974

10.680

157.654

4.364.885

 


FLUXO DE CARGAS
- 2002

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas – Granel líquido: gasolina 84.125t, óleo diesel 33.998t, QAV (querosene de aviação) 28.851t.

Cargas embarcadas – Granel líquido: petróleo 4.180.839t óleo diesel 4.758t.

·       Nas outras navegações (marítima)

Cargas desembarcadas – Carga geral: tubos/AFA 10.680t

Cargas embarcadas – Carga geral: tubos/AFA 21.634t.
 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: NATAL-RN
– 1986-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

C. GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

C. GERAL

SUBTOTAL

1986

7.749

155.973

50.714

214.436

678

182.899

15.360

198.937

413.373

1987

9.117

2.602.967

67.130

2.679.214

1.256

144.903

17.430

163.589

2.842.803

1988

1.313

3.198.638

40.660

3.240.611

194.989

8.640

203.629

3.444.240

1989

5.403

3.795.086

28.763

3.829.252

206.619

6.629

213.248

4.042.500

1990

5.402

3.927.911

33.608

3.966.561

7

219.168

3.424

222.599

4.189.160

1991

6.575

3.857.454

59.625

3.923.654

197.886

5.104

202.990

4.126.644

1992

3.967

4.058.459

47.133

4.109.559

239.166

2.117

241.283

4.350.842

1993

1.879

3.916.018

68.050

3.985.947

200.662

3.255

203.917

4.189.864

1994

3.185

4.032.627

74.423

4.110.235

208.061

5.677

213.832

4.324.067

1995

762

4.226.871

98.272

4.325.905

80

263.890

9.547

273.517

4.599.422

1996

4.751.483

85.014

4.836.497

265.875

6.371

272.246

5.108.743

1997

5.249.459

117.857

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