PORTO DE CABEDELO
COMPANHIA DOCAS DA PARAÍBA, DOCAS – PB

PORTO DE CABEDELO

Rua Presidente João Pessoa, s/n - Centro

CEP: 58310-000 – Cabedelo (PB)

PABX: (83) 228-4042

Tel.: (83) 228-2805

Telefax: (83) 228-2619

e-mail: porto-pb@zaitek.com.br

http://www.paraibapb.com.br/marenov04.htm

 

ORIGEM

A iniciativa da construção de um porto na enseada de Cabedelo (PB) ocorreu à época do Segundo Reinado, entretanto o projeto só foi aprovado em 9 de junho de 1905, pelo Decreto
nº 7.022.O início da obra se deu em agosto de 1908, sendo concluídos 178m de cais e um armazém, em 16 de dezembro de 1917. Depois de longa paralisação, as obras foram retomadas na primeira metade do ano de 1932, como resultado de um compromisso assumido, em 1930, pelo governo federal com o governo do estado da Paraíba, que reivindicava a execução de instalações adequadas às exportações do algodão produzido naquele estado. O porto foi inaugurado em 23 de janeiro de 1935, com o governo estadual explorando-o de 7 de julho de 1931 até 28 de dezembro de 1978, quando a administração portuária foi transferida para a Empresa de Portos do Brasil S.A. (Portobras), criada pela Lei nº 6.622/75. Extinta essa empresa em 1990, a administração do porto passou para a União. Mediante o Convênio de Descentralização de Serviços Portuários nº 004/90, SNT/DNTA, celebrado em 19/11/90, e por força do Decreto nº 99.475, de 24/08/90, a administração do porto passou a ser exercida pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte - Codern através da Administração do Porto de Cabedelo. Em 4 de fevereiro de 1998 foi feito um novo convênio de delegação entre a União (Ministério dos Transportes) e o estado da Paraíba, passando o porto a ser administrado pela Companhia Docas da Paraíba, Docas – PB.

ADMINISTRAÇÃO

É exercida atualmente pela Companhia Docas da Paraíba, Docas – PB.

LOCALIZAÇÃO

Situa-se na margem direita do estuário do rio Paraíba do Norte, em frente à Ilha da Restinga, na parte noroeste da cidade de Cabedelo, e é vizinho ao Forte de Santa Catarina.

ÁREA DE INFLUÊNCIA

Abrange os estados da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO

Conforme Portaria-MT nº 1.001, de 16/12/93 (D.O.U. de 17/12/93), a área do porto organizado de Cabedelo, no estado da Paraíba, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres existentes na margem direita do rio Paraíba, desde a raiz do molhe de proteção na foz desse rio, prolongando-se até a extremidade do cais comercial, junto ao Trapiche da Baleia, abrangendo todos os cais, rampas ro-ro, docas, pontes, píeres de atracação e de  acostagem, armazéns, pátios, edificações em geral, vias internas de circulação rodoviária e ferroviária e, ainda, os terrenos ao longo dessas faixas marginais e em suas adjacências, pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Cabedelo, ou sob sua guarda e responsabilidade;

b)  pela infra-estrutura de proteção e acessos aquaviários, compreendendo áreas de fundeio, bacias de evolução, canal de acesso e áreas adjacentes a esse até as margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item “a” acima, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS

·       RODOVIÁRIO – Pela rodovia federal BR-230, integrada à BR-101 na periferia de João Pessoa (PB) que dista do porto 18km e que permite a ligação com toda a malha rodoviária  federal do país.

·       FERROVIÁRIO – O porto é servido pela Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN), malha Nordeste.

·       FLUVIAL – Pelo rio Paraíba do Norte, apresentando condições de navegabilidade para embarcações com calado máximo de 6m. Somente trafegam pequenas embarcações a montante do porto, não influindo no volume das cargas movimentadas.

·       MARÍTIMO – A barra, na entrada do estuário do rio Paraíba do Norte, tem largura, de 170m e profundidade de 9,5m. O canal de acesso possui extensão total de 5,5km, largura mínima de 120m e profundidade de 8,5m.

INSTALAÇÕES

O cais acostável, com 602m de extensão, é dividido em três trechos, com as seguintes denominações: Envolvimento, com três berços; Aplicação, com dois berços; e Fechamento, com um berço. O porto possui também uma rampa para atracação de navios roll-on-roll-off. As profundidades no local variam de 6m a 9m.

O porto dispõe de sete armazéns, sendo quatro para carga geral, num total de 9.000m2, três para granéis sólidos, com área somando 6.000m2, e um frigorífico, desativado, com 2.000m2 para 1.500t. Os pátios de estocagem são nove, sendo dois cobertos, compondo 1.310m2 e destinados a carga geral, e os outros sete, a céu aberto, para minério, carvão e contêineres, totalizando 18.500m2.

No porto existem instalações do setor privado, compreendendo dois silos de propriedade da Refinações de Milho Brasil (RMB), que recebem milho, com uma capacidade total de 5.000t, e 50 tanques, pertencentes a diversas empresas distribuidoras de álcool e derivados de petróleo, totalizando 61.612t de capacidade. As empresas são: Esso Brasileira de Petróleo S.A., Petrobrás Distribuidora S.A., Norte Gás Butano Ltda., IAT – Companhia de Comércio Exterior, Companhia de Óleos Vegetais do Brasil (Convebras), Terminais de Armazenagem de Cabedelo Ltda. (Tecab).

EQUIPAMENTOS

2 redlers de 150t/h; 2 empilhadeiras de 3,5t; 1 empilhadeira de 7,0t; 1 trator de 100HP, 1 balança rodoviária de 60t; 2 caçambas (grabs) automáticas de 1,6m3 e 2,0m3; 2 guindastes de pórtico elétrico de 6,3t.

FACILIDADES

Energia elétrica: 13 tomadas ao longo do cais, com corrente 380V/60Hz, 60 tomadas de corrente de 440V/60Hz, destinadas ao uso de contêineres frigoríficos.

Água: rede com 28 hidrantes distribuídos na área portuária, sendo 12 no cais.

Oficinas: mecânica e carpintaria, para pequenos reparos.

Comunicações: tomadas telefônicas ao longo do cais, interligadas ao SNT.

Linhas férreas: comprimento 2.620,00m, bitola 1,00m.

FLUXO DE CARGAS – 2002

O porto de Cabedelo movimentou, no cais público, 930.264t de cargas.

As principais cargas movimentadas foram:

·       No cais público:

·       Granel sólido

Cargas desembarcadas: bentonita 9.013t, carvão mineral 81.683t, petcoke 248.389t.

Cargas embarcadas: vermiculita  5.991t, feldspato 2.258t., quartzo 463t, clinck 128.888t.

·       Granel líquido

Cargas desembarcadas: óleo diesel 252.364t, gasolina 93.928t, álcool 4.784t.

Cargas embarcadas: álcool 52.986t.

·       Carga geral

Cargas desembarcadas: algodão 2.524t, bobina 17.804t, peixe 6.199t, isca 34t.

Cargas embarcadas: cordão de sisal 7.064t, isca 1.210t, granito 14.682t.

·       No longo curso

Cargas importadas – Granel sólido: bentonita 9.013t, carvão mineral 81.683t, petcoke 248.389t - Granel líquido álcool 4.784t - Carga geral: algodão 2.524t, bobina de aço 17.804t.

Cargas exportadas – Granel sólido: vermiculita 5.991t, feldspato 2.258t, quartzo 463t, clinck 128.888t – Granel líquido: álcool 52.986t – Carga geral: cordão de sisal 7.064t, granito 14.682t.

·       Na cabotagem

Cargas desembarcadas – Granel líquido: gasolina 93.928t, óleo diesel 252.364t – Carga geral: peixe 6.199t, isca 34t.

Cargas embarcadas – Carga geral: isca 1.210t.

ESTATÍSTICAS OPERACIONAIS

O porto de Cabedelo movimentou em 2002 granéis sólidos 476.685t, granéis líquidos 404.062t e carga geral 49.517t.

INFORMAÇÃO TÉCNICA: AMOSTRA - Granéis sólidos 84%, Granéis líquidos  99% e carga geral 92%, com todas a porcentagens por natureza das cargas, referidas, respectivamente, aos totais de cargas movimentadas. OBJETIVO - Obter índices operacionais das frotas de graneleiros sólidos e líquidos assim como de carga geral que frequentarem o porto.

ÍNDICES OPERACIONAIS

MÉDIA POR NAVIO

Natureza da Frota

Quantidade de Navios

TPB

Comprimento

m

Tempo Atracado

h

Movimento

t

Movimento por Tempo Atracado

h

Graneleiro sólido

21

23.136

183

118

19.082

162

Graneleiro líquido

58

12.138

149

33

6.692

211

Carga geral

15

15.062

165

43

3.047

71


EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: CABEDELO-PB
– 1986-02 – (Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE

TOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

GRANEL SÓLIDO

GRANEL LÍQUIDO

CARGA GERAL

SUBTOTAL

1986

155.970

67.335

223.305

151.235

179.741

54.155

385.131

608.436

1987

99.559

58.016

157.575

289.182

161.877

19.974

471.033

628.608

1988

6.850

82.641

65.396

154.887

178.218

197.494

5.171

380.883

535.770

1989

5.950

84.919

104.481

195.350

131.134

267.463

7.676

406.273

601.623

1990

9.290

67.156

85.808

162.254

96.909

293.136

9.869

399.914

562.168

1991

4.040

119.600

70.409

194.049

169.649

342.346

12.548

524.543

718.592

1992

2.000

72.575

101.223

175.798

105.021

401.084

4.028

510.133

685.931

1993

2.500

81.252

89.784

173.536

214.015

417.389

2.671

634.075

807.611

1994

2.555

161.401

98.699

262.655

202.542

522.384

11.894

736.820

999.475

1995

8.038

196.272

114.663

318.973

117.891

678.864

18.298

815.053

1.134.026

1996

212.620

27.171

239.791

107.434

625.078

41.674

774.186

1.013.977

1997

5.753

114.909

76.773

197.435

160.430

517.110

117.946

795.486

992.921

1998

3.528

34.026

101.151

138.705

256.223

325.196

103.125

684.544

823.249

1999

5.836

49.805

33.077

88.718

390.528

316.698

75.237

782.463

871.181

2000

20.862

41.989

30.644

93.495

399.618

303.258

57.877

760.753

854.248

2001

37.483

48.853

42.522

128.858

296.750

297.883

12.945

607.578

736.436

2002

137.600

52.986

22.956

213.542

339.085

351.076

26.561

716.722

930.264


EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: CABEDELO-PB
– 1998-02 –

 

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO CAIS, POR NAVEGAÇÃO
PORTO: CABEDELO-PB
– 1993-02 –
(Em t)

ANO

EMBARQUE

DESEMBARQUE