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História, Tradição e Futuro
A
cidade histórica de Antonina, localizada na baía de Paranaguá no litoral
do Paraná, a 77km de Curitiba, apresenta-se como ponto estratégico para
o escoamento da produção dos Estados do sul do Brasil.
Por volta de 1714, com o garimpo de ouro nas encostas da serra do mar -
hoje área de preservação ecológica -, a cidade começou a erguer-se em
torno da igreja de Nossa Senhora do Pilar.
No final do século XIX, com a conclusão da estrada da Graciosa, e do
terminal ferroviário, ambos ligando Antonina a Curitiba, gerou-se um
forte impulso progressista, intensificado pelos ciclos da madeira, café
e erva-mate. Em 1920 era o quarto porto exportador brasileiro.
As mudanças na economia mundial após a segunda Grande Guerra Mundial, e
o fim do ciclo da erva-mate, determinaram o declínio da economia da
cidade e das atividades de seu Porto, culminado nos anos 70 com a
paralisação da indústria Matarazzo, importante geradora de negócios e
empregos.
A partir dos anos 80, Antonina, com aproximadamente 20.000 habitantes e
privilegiada por suas atrações naturais, passa a consolidar seu perfil
de cidade turística, berço de manifestações folclóricas e culturais,
integrando seu potencial turístico à sua vocação portuária.
Sensível a este contexto, a partir de 1994, o Governo do Paraná, através
da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina - APPA, estabelece
diretrizes e ações de revitalização da atividade portuária em Antonina.
O
Porto de Antonina, administrado pela autarquia estadual - originado pelo
decreto 26298 de 23/02/1949, em concessão do Governo Federal ao Governo
do Paraná -, disponibiliza ao mercado dois terminais portuários: a Ponta
do Félix e o Barão de Teffé.
O terminal Barão de Teffé, de domínio público da APPA, é composto pelo
cais comercial (para navios de até 155m), com calado de 19 pés (5,79m),
por dois armazéns (2.436m e 1.056m), e mais balança (100t), para
operação de múltiplo uso em área de 256.622,95m².
Em 1999, a Interportos e APPA firmaram acordo operacional que
possibilita movimentação de granéis sólidos (fertilizantes, sal, trigo,
etc), pelo sistema de transbordo de navios ao largo. O suporte é dado
por duas barcaças (capacidade 5.000t), funil e guindastes (180 t/hora).
Esse terminal está disponibilizado para carga geral/contêineres (açúcar,
arroz, madeira, pneus, etc).
O Terminal Portuário da Ponta do Félix, privatizado pela APPA, através
de arrendamento de 72.000m², possui cais com 360m de extensão -
permitindo atracação de 2 navios simultaneamente - e pátio para 2.300
contêineres, com 200 tomadas para contêineres frigoríficos. Dispõe de 3
armazéns para carga geral, um com 2.500m² (capacidade 10000m³) e dois
com 3125m² cada (capacidade de 18000m³).
O acesso marítimo é feito pelo canal da baía de Paranaguá, com 26,3 pés
(8,02m) de profundidade, 5.4 milhas (10km) de comprimento e 0,06 milhas
náuticas de largura. |