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Ponte Juazeiro - BA - Petrolina -PE

 

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HISTÓRICO


            A ponte rodoferroviária de Juazeiro, pouco conhecida com seu nome de batismo “Ponte Presidente Dutra”, cruza o Rio São Francisco na divisa dos Estados de Pernambuco e Bahia. Do lado da Bahia está a cidade de Juazeiro, que dá nome à ponte. Do lado de Pernambuco a cidade de Petrolina.

            A obra foi a segunda ponte em concreto protendido do Brasil e, como a primeira (Ponte do Galeão), foi recorde mundial em 1952. O recorde se refere à mais longa viga contínua do mundo com 561,45 m em 13 tramos, mas o comprimento total é 801 m. O vão máximo é de 44,8 m e é ultrapassado em 3,8 m pela ponte inglesa de Rotherham de Sheffield que possui um só tramo de 48,6 m e é do mesmo ano (1952). A execução foi feita por um consórcio entre a firma brasileira Estacas Franki Ltdda. (de origem belga) e a firma francesa Entreprises Campenon Bernard.

            O projeto foi concebido por Eugéne Freyssinet e o cálculo foi desenvolvido na França, por sua equipe.

            A concorrência para execução desta ponte foi em maio de 1949, quatro meses após a inauguração da Ponte do Galeão. O projeto oficial era em estrutura metálica.

            Em face da importância da importância e dificuldade da execução das fundações, foram feitas concorrências separadas para infra e superestrutura. Na primeira concorrência venceu a firma Estacas Franki com original projeto variante. Houve muita contestação a respeito da validade da concorrência que acabou que acabou sendo anulada. Na segunda concorrência a mesma firma saiu-se vitoriosa em consórcio com a firma francesa Entreprises Campenon Bernard.

            As propostas apresentadas na concorrência referiam-se quase todas a estruturas metálicas. Somente dois concorrentes optaram pelo concreto, um com concreto armado e outro com concreto protendido. A proposta de menor preço se referia a uma estrutura metálica, mas o proponente foi desclassificado por não preencher integralmente as condições do edital. Pode-se imaginar então a dificuldade de adjudicar a obra por um preço superior ao mínimo. A aceitação da solução em concreto protendido, não obstante o sucesso da Ponte do Galeão, despertou polêmicas apaixonadas.

            O projeto oficial, em estrutura metálica, foi feito a partir de minuciosos estudos comparativos, tendo-se chegada à conclusão de que a solução mais econômica era um conjunto de cinco vigas contínuas de três tramos: 42,8 + 53,5 + 42,8 m. Esta estrutura metálica era apoiada em pilares de concreto armado de grandes dimensões.

            A firma vencedora levou grande vantagem graças ao gênio Freyssinet que imaginou 13 tramos contínuos a partir da margem esquerda do rio, em Petrolina. O nono tramo estaria sobre uma ilha, a ilha do Fogo, e teria ambos os apoios fixos. A dilatação se processaria livremente para ambos os lados.

            O rio possui no local escolhido para a travessia  cerca de 776 m divididos em dois braços: um de 348 m do lado de Petrolina e outro de 372 m. Uma ilha alongada situada entre os dois braços completa os 776 m de largura do rio.

            O comprimento total da ponte foi de 801 m divididos em 20 tramos. A distribuição dos vãos mostra também a ilha do Fogo e um tramo metálico levadiço exigido no canal do rio para possibilitar a navegação.