MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
Secretaria Executiva
Banco de Informações dos Transportes

 

Ponte Propriá-Colégio 
sobre o Rio São Francisco

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HISTÓRICO

  Esta ponte tem uma longa história. Sua concepção é de longa data. Concorrência para sua execução foram diversas vezes proteladas e o projeto modificado. Editais de concorrência foram anulados por inúmeras influências políticas. Finalmente o edital de concorrência 58/1969 foi para valer.

  A ponte está situada na BR-101 sobre o Rio São Francisco, a uns 60 Km da foz no Oceano Atlântico, entre os Estados de Alagoas e Sergipe. Na margem direita está Propriá no Estado de Sergipe. E na esquerda, Porto Real do Colégio, em Alagoas, está poucos quilômetros a jusante da ponte. A construção desta obra representou um grande passo para escoamento da produção do nordeste, principalmente a do tabaco cultivado em Arapiraca. Lembra-se que a ferrovia já construída parava em Colégio e não prosseguia devido ao obstáculo criado pelo grande rio.

A obra, com 793 m de comprimento, é construída de 21 tramos de aproximadamente 33,4 m e um grande tramo metálico, levadiço, de 91,5 m. Existia na época a intenção de tornar navegável o Rio São Francisco para navios de grande porte, pelo menos até Paulo Afonso ou mesmo além. Era, portanto, exigência básica do edital de concorrência que no projeto estivesse prevista essa possibilidade para futura instalação, o que nunca ocorreu. Entretanto, as fundações e o tramo metálico estão executados tendo em vista a possibilidade de construção de torres metálicas ou de concreto com equipamentos para levantamento do tramo de 91,5 m.

 A ponte é rodoferroviária, com 11,5 m de largura total, com pista de rolamento de 8,2 m e dois passeios laterais de 1,65 m. A via férrea foi prevista no centro do estrado, com previsão para as bitolas de 1,0 m e 1,6 m. Nas laterais da via férrea estão duas pistas, uma para cada direção de tráfego, destinadas aos veículos rodoviários. Não existem grades de separação das faixas ferroviária e rodoviária, o que faz supor que deva existir algum sinal de alerta para impedir a simultaneidade de veículos nessas faixas.
 

 

Texto extraído do livro: PONTES VIADUTOS E PASSARELAS NOTÁVEIS de Augusto Carlos de Vasconcelos.