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Ponte Mauricio Joppert

 

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INFORMAÇOES

Esta ponte se localiza no Rio Paraná entre os Estados de São Paulo e Mato Grosso próxima à cidade de Presidente Epitácio. É a principal obra da Rodovia BR-267, e com seus 2.550 m de extensão é uma das mais importantes obras de concreto protendido do país.
A obra iniciada em 1963 foi projetada e construída pela empresa Sergio Marques de Souza S. A. Engenharia e Comércio, tendo sido inaugurada no final de 1964. Participou do projeto o Eng. Bruno Contarini dentre outros colaboradores.
Foram estudadas três diretrizes conforme indicado na figura 1, tendo-se mostrado a mais vantajosa a do meio junto à barra do Rio Pardo, por causa de uma pe­quena elevação do lado inundável de Mato Grosso, o que permitiu reduzir o comprimento total da ponte de 4.000 para 2.550 m. 
Na diretriz adotada o rio apresenta uma ilha, a Ilha Tibiriçá com 300 m de largura, separa da da margem esquerda, do lado de SP por um canal de 360 m. 
O canal principal do rio possui a largura de 1.100 m e é navegável durante o ano todo.


 

As Fundações

O fundo do rio é constituído por uma camada de areia e cascalho de grande espessura, alcançando até 20m.  Abaixo dessa camada está a rocha natural que é um arenito.
A solução que se mostrou mais natural para execução das fundações foi com tubulões pré-moldados de concreto armado com diâmetro de 2 m cravados com auxílio de ar comprimido. 
As aduelas dos tubulões, com comprimentos de 4 e 6 m, foram moldadas na margem com uso de fôrmas metálicas. Essas aduelas foram transportadas até o local de cravação por meio de flutuadores.
As bases dos tubulões foram alargadas até o diâmetro de 4 m, em dependência das cargas atuantes, de tal maneira que a tensão de borda não ultrapassasse 1,2 MPa no solo. 
Nos pontos de maior profundidade, a pressão de ar necessário, para se efetuar esse alargamento, atingiu 3 atm, valor limite admissível para execução deste tipo de serviço.



 

A Estrutura

No projeto da estrutura foi necessário levar em consideração que Presidente Epitácio é o segundo porto fluvial do Brasil e o Rio Paraná neste trecho é bastante usado para o transporte de mercadorias, principalmente madeiras. 
Foi então estabelecido que os vãos deveriam ser pelo menos de 100 m, deixando uma altura livre de 9 m na máxima enchente. 
No trecho, não navegável do rio, essa exigência foi suprimida.


 

BALANÇOS SUCESSIVOS

Com as enchentes do rio e com a grande profundidade da lâmina d'agua, não seria possível a construção pelos processos usuais com escoramentos apoiados no leito do rio. 
Daí ter sido adotado o processo construtivo dos balanços sucessivos sobre pilares ocos executados com fôrmas deslizantes.
Depois de vários estudos chegou-se à solução definitiva que constou de:
 - dois encontros de 15 m de extensão implantados nas margens;
 - 35 tramos de 45 m, sendo 19 junto à margem de Mato Grosso do Sul, oito junto à margem de São Paulo e oito na Ilha Tibiriçá;
 - 7 tramos de 112,5 m no canal principal;
 - 2 tramos de concordância de 78,75 m entre os tramos longos e os curtos;
Resultou o comprimento total de estrutura de 2.550 m.
Os tramos de 112,5 m são constituídos pelos pilares de 7,5 m com dois duplos balanços de 30 m cada um. 
Nas extremidades desses balanços apóiam-se vigas pré­moldadas protendidas análogas às vigas dos tramos menores, de 45 m de vão.