MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
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Banco de Informações dos Transportes

 

 Ponte Mista de Marabá - pa

 

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HISTÓRICO

A ponte aqui descrita cruza o Rio Tocantins no Estado do Pará, nas vizinhanças de Marabá. Possui 2.340 m de extensão, sem juntas de dilatação e é fomada por uma seção caixão metálica com laje de concreto protendido, pré-moldada em faixas.

   A ponte foi projetada para ferrovia, com o objetivo de levar o minério de ferro extraído da mina de Carajás para o Porto Ponta da Madeira, no Maranhão.

   A seção transversal da ponte é um caixão metálico trapezoidal e as pistas rodoviárias são inclinadas. As ligações dessas com a seção caixão são aparafusadas e poderiam ser executadas em qualquer época sem interrupção do tráfego ferroviário.

 
  A laje da pista ferroviária é pré-moldada e protendida. A protensão é longitudinal e deveria ser aplicada antes da solidarização com os conectores.

   A gigantesca mina de ferro da Serra de Carajás só poderia ser economicamente explorada se o minério extraído pudesse ser transportado para o exterior por meio de uma ferrovia até um porto adequado de exportação. Para isso era necessário construir uma ferrovia de 800 Km desde Carajás até o Porto de Ponta da Madeira próximo a São Luiz do Maranhão. Essa ferrovia devia transpor o gigantesco Rio Tocantins, afluente do Amazonas em plena selva. As dificuldades da transposição do rio eram imensas. O nível d'água varia de 15 m entre as estações e as chuvas frequentes impediam os trabalhos nas fundações durante a metade do ano. A velocidade de escoamento das águas do rio era de 2 m/s e o leito era rochoso, com ardósia em finas estratificações. Além disso o local da ponte estava situado numa região remota entre as cidades de Marabá e São Félix, ambas no Pará. Todos os desafios, entretanto, puderam ser vencidos.

  
 A proprietária da obra é a Companhia Vale do Rio Doce-CVRD que é a mais poderosa companhia do mundo para exploração mineral.

   Segundo os propósitos da CVRD a ponte devia ser projetada exclusivamente para tráfego ferroviário. O Ministério dos Transportes, entretanto, exigiu que o projeto previsse no futuro o uso para rodovias. Foi então estabelecido que a obra fosse complementada em qualquer data futura para tráfego rodoviário, contudo sem interrupção da ferrovia.

 
 

A Estrutura da Ponte


   Inicialmente foi pedida consultoria da firma alemã Leonhardt-Andra de Stuttgart que apresentou um anteprojeto de ponte empurrada exclusivamente ferroviária. A proposta não foi aceita pela suposição de que as empreiteiras brasileiras não estavam ainda em condições de executar obras tão audaciosas. Foi então contratado o Eng.Jayme Mason para desenvolver o projeto final de engenharia, aproveitando algo da concepção originalmente proposta. A alternativa devia prever a possibilidade de complementação futura de pistas rodoviárias. Foram então estabelecidas as seguintes premissas:

- Estrutura mista com caixão trapezoidal metálico e laje de concreto protendido, pré-moldada, solidarizada por meio de conectores posteriormente grauteados;

- Longa superestrutura sem juntas;

- Tabuleiro rodoviário em estrutura mista, fixado na estrutura metálica por meio de parafusos;

- Previsão de pontos fixos sob a forma de encontros ou pilares rígidos, para absorção das enormes forças de frenagem;

- Pilares intermediários muito flexíveis opondo pequena resistência aos movimentos de origem térmica;

- Tubulões de 1,5 m de diâmetro engastados na ardósia.
 

   
   

Resumo Informativo da Ponte Mista de Marabá - PA

Localização Marabá - PA
Via Estrada de Ferro Carajás
Obstáculo Rio Tocantins
Projeto Engenheiro Jaime Mason
Comprimento total 2.340 m
Construção Construtora Batter e Usimec
Fonte Livro Pontes Brasileiras Viadutos e Passarelas Notáveis - de Augusto C. Vasconcelos