MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
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Viaduto das Almas (hoje Viaduto Vila Rica)

 

 

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HISTÓRICO


O Córrego das Almas é um afluente do Rio das Velhas. Este rio não deve ser confundido com o rio de mesmo nome do Triângulo Mineiro, afluente do Araguari. Trata-se aqui do Rio das Velhas, afluente do Rio São Francisco, o Grande Chico. A Estrada de Rodagem Rio-Belo Horizonte BR-40 cruza um extenso vale numa cota cerca de 30 m acima do córrego das Almas. Para esse cruzamento foi necessário construir um viaduto com, 262 m de comprimento nas proximidades de Conselheiro Lafayette.

O Córrego das Almas tem esse nome por causa da superstição dos moradores das vizinhanças. Há sempre muito neblina em volta do córrego e o povo acreditava que almas penadas flutuavam no ar envoltas pela névoa. Como ocorreram diversos desastres no viaduto, a superstição ficava ainda mais tétrica com base em alusões agourentas. Por esse motivo decidiu-se mudar o nome do viaduto.

O viaduto foi inteiramente projetado pelo Eng. Sergio Marques de Souza em 1953. Foi construído pela Construtora Rabello Ltda. no em que a cidade de São Paulo comemorava 400 anos de existência.
 


 

A Superestrutura


O viaduto é curvo em planta, começando do lado de Lafayette com a largura de 8,44 m com uma curva espiral de 77 m de extensão. Ao terminar esta curva há uma junta de dilatação no tabuleiro, mas os pilares da junta só são duplos num comprimento de 5,5 m a partir de cima. Nesta posição a largura do tabuleiro cresceu para 9 m. Deste ponto em diante a largura é mantida constante com 9 m, com curva circular.

O tabuleiro possui ao todo cinco juntas de dilatação. O comprimento maior entre juntas é o central que atinge 106,6 m.

O córrego cruza obliquamente a infra-estrutura constituída de 38 pares de tubulões pré-moldados de comprimento variável, que servem de apoio a igual número de pilares de seção quadrada  50 x 50 cm. Os pilares tão numerosos deixam entre si o vão de 7 m do que resulta o comprimento de 259 m. O total de 262 m resulta da adição de dois pequenos balanços de 1,5 m que completam o tabuleiro.

O viaduto sendo em curva, o tabuleiro apresenta sobrelevação de 40 cm. É formado por uma fila de lajes quase quadradas de 6,2 x 6,8 m com 19 cm de espessura, apoiadas em duas longarinas de 20 x 109 cm e transversinas de mesma seção. Dois balanços laterais de aproximadamente 1,0 m (variável) completam o tabuleiro. Praticamente não há passeio para pedestres que só têm o espaço exíguo de 40 cm para caminhar fora da pista de rolamento.

Os pilares com 50 x 50 cm não poderiam alcançar a altura máxima de 30 m sem algum contraventamento. Foi então previsto um quadriculado de vigas longitudinais e transversais que dividem o espaço em baixo do tabuleiro em cubos, dando à estrutura um aspecto inteiramente original. As vigas longitudinais são todas de seção 20 x 50 cm e as transversais são ligeiramente mais altas, com 20 x 60 cm.

Nos extremos do viaduto, para garantir melhor resistência às ações longitudinais, foram previstas diagonais que aumentam consideravelmente a rigidez da mesoestrutura.

Texto extraído do livro: PONTES, VIADUTOS E PASSARELAS NOTÁVEIS de Augusto Carlos de Vasconcelos e de Pontes e Viadutos Brasil - Autor: Mercedez Benz do Brasil  - S.A