MINISTÉRIO DOS TRANSPORTES
Secretaria Executiva


 

INFORMAÇÕES DETALHADAS SOBRE O RIO DE RIO GRANDE DA BACIA DO SÃO FRANCISCO

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INFORMAÇÕES

    O rio Grande nasce na vertente oriental do espigão Mestre, nas proximidades da linha de divisa entre a Bahia e Goiás, em altitude próxima de 790 m e se lança no São Francisco, na cidade de Barra, após um percurso de 578 Km.     As declividades iniciais do rio são da ordem de 1m/Km, enquanto o rio desce pelo espigão. Quando atinge a escarpa que interliga o planalto à planície, percorre trecho com desníveis de até 140 m, como ocorre entre Batalha e Sítio Grande, numa extensão de somente 37 Km. Nos 46 Km subsequentes(cidade de Barreiras), a declividade diminui, mas o rio ainda é encachoeirado. A partir de Barreiras até a foz adquire um perfil com pouca declividade, com desnível de 38 m para uma extensão de 351 Km. Recebe, pela margem esquerda, seu afluente, o Preto, e segue cortando a Serra do Boqueirão e em seguida a Serra do Estreito, dividindo ambos em dois ramos distintos.

    A bacia contribuinte do rio Grande drena uma área de 75.570 Km2. O regime pluviométrico é característico da região semi-árida nordestina, com uma variação no índice médio anual de 1,7 m, na região das cabeceiras para menos de 0,9 m no trecho nordeste da bacia. Portanto, o rio deve sua perenidade às chuvas incidentes na área superior da bacia, proporcionando vazões que favorecem a navegação. O período de maiores precipitações verificam-se de outubro a abril e a época de estiagem estende-se de maio à setembro.

    O rio Grande tem boas condições de navegabilidade da foz até a localidade de Barreiras, um estirão de aproximadamente 351 Km de extensão, com declividades médias de 9 a 12 cm/Km. Sua profundidade mínima em 90% do tempo é de 1,00 m. Apresenta sinuosidade considerável, meandros vivos e curvas acentuadas, sobretudo a montante do Km 246. A largura do rio é regular e cresce, de maneira uniforme, de Barreiras até a foz, onde surgem ilhas e lagoas nas margens.

    O leito do rio, no trecho navegável, constituiu-se de material sedimentar, com areia fina, argila e alguns afloramentos rochosos. Entre Barreiras e a foz do rio Preto, os aluviões recentes e os meandros são predominantes. A jusante de Boqueirão, aparecem várias ilhas e numerosas lagoas nas margens, tornando o leito mais irregular que a montante.

    O regime fluviométrico do rio Grande é regular. A partir de maio, a alimentação do curso d'água provêm quase toda do lençol freático das áreas superiores e as vazões decrescem até o início das precipitações. O nível d'água vai baixando regularmente cerca de 0,40 m em 4 ou 5 meses, praticamente em todo o trecho navegável. De outubro a abril, as vazões e, consequentemente, os níveis d'água, sofrem variações rápidas, com piques de cheia nos meses de fevereiro e março, quando podem ocorrer variações de nível d'água de 3 m em 12 a 15 dias.

    Não se nota nenhum obstáculo de relevo no curso navegável do rio Grande. Os pontos mais característicos são as gargantas de travessia da serra do Boqueirão (Km 78) e da serra do Estreito (Km 31), não distante da foz, onde o leito é estrangulado e a velocidade das águas aumenta.

    De um modo geral, o rio, da foz até a cidade de Barreiras, apresenta boas condições de navegabilidade. Daí para montante, o rio não mais apresenta características que favoreçam a navegação de interesse comercial.