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Os rios que compõem a Bacia do Prata e seus afluentes
foram os fatores determinantes para a formação dos países que compõem o extremo sul da
América Latina - Argentina-Bolívia-Brasil-Paraguai-Uruguai, considerando seu sentido
político como via de penetração e consolidação dos estados que se organizaram a
partir do século XVI.
Economicamente, a Bacia do Prata, como via de transporte e comunicação, foi, e é, um
elemento decisivo para o desenvolvimento desses países. As bacias dos rios Paraguai e
Paraná são as mais importantes do sistema do Prata, cujo sentido estratégico foi
claramente identificado já no século XVI ao registrar as expedições de portugueses e
espanhóis que se sucederam nos primeiros tempos de colonização européia com a
fundação de diversas cidades, como por exemplo, Assunção em 1537, menos de 40 anos
após o descobrimento do Brasil. Aí se desenvolveram, ao longo dos vários séculos,
conflitos e alianças. Alternaram-se também períodos de maior ou menor desenvolvimento
econômico, de acordo com a sucessão dos ciclos de atividades.
Historicamente a
denominação rio da Prata está ligada à procura da serra da Prata, cuja ocorrência
foi, mais tarde, confirmada em território da Bolívia. Desde a colonização e até o
início do século XX esses países foram tipicamente de economia agropecuária e
extrativa. As principais atividades eram a pecuária bovina e o cultivo de milho, trigo ou
outros cereais, as extrações mineral e vegetal, produtos esses suficientes para
abastecer o mercado interno e propiciar receitas de exportação. Essas atividades tinham,
e têm, na via seu mais importante meio de escoamento, mesmo porque, de um modo geral elas
se desenvolveram ao longo dos eixos navegáveis.
Atualmente, a tendência da economia
mundial em se organizar em blocos econômicos é uma circunstância que impõe a
integração, a união e cooperação entre os países para o aproveitamento de suas
riquezas em benefício de suas populações. A integração econômica, cultural,
política e social é um processo em marcha.
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