PORTO DE ITAQUI
EMPRESA MARANHENSE DE ADMINISTRAÇÃO PORTUÁRIA - EMAP
Porto de Itaqui, s/n
CEP: 65085-370 – São Luís (MA)
Tel.: (98) 216-6000, 216-6002
Telefax: (98) 216-6060
e-mail: itaqui@emap.ma.gob.br
test.geplan.ma.gov.br/emap/

ORIGEM
Estudos do Departamento Nacional de Portos e Navegação, do Ministério da Viação e Obras Públicas, realizados em 1939, indicaram a região de Itaqui para a implantação de um novo porto no Maranhão. Isso ocorreu após serem abandonadas as tentativas de construção de instalações para acostagem unidas ao centro comercial da cidade de São Luís, previstas no Decreto nº 13.133, de 7 de agosto de 1918, e definidas na concessão outorgada pela União ao governo estadual, pelo Decreto nº 13.270, de 6 de novembro do mesmo ano. Tal construção, embora com a execução contratada à empresa C.H. Walker & Co. Ltda., não prosperou. Pelo Decreto nº 16.108, de 31 de julho de 1923, a aludida concessão foi extinta, surgindo, então, o desenvolvimento do projeto para Itaqui.

As obras em Itaqui, tiveram início em 1960, sob a gestão do Departamento Nacional de Portos Rios e Canais - DNPRC, transformado em autarquia em abril de 1963, com a denominação de Departamento de Portos e Vias Navegáveis - DNPVN que deu prosseguimento as obras de construção do porto. Em 28 de dezembro de 1973, foi então criada Companhia Docas do Maranhão - Codomar, para administrar as novas instalações, isto é, um cais com 637m de extensão, entregue ao tráfego em 4 de julho de 1974. Finalmente, através do Convênio de Delegação entre a União e o Estado do Maranhão, com a interveniência da Companhia Docas do Maranhão - Codomar, de 30 de novembro de 2000, foi criada a Empresa Maranhense de Administração Portuária - EMAP, empresa estatal, para administrar e explorar o porto de Itaqui, do Cais de São José do Ribamar e dos terminais de Ferro-Boat, da Ponta da Espera e do Cujupe.

ADMINISTRAÇÃO
O porto é administrado pela Empresa Maranhense de Administração Portuária - EMAP.

LOCALIZAÇÃO
Situa-se na baía de São Marcos, no município de São Luís (MA), próximo ao limite da Região Nordeste.

ÁREA DE INFLUÊNCIA
Abrange os estados do Maranhão e Tocantins, sudoeste do Pará, norte de Goiás e nordeste de Mato Grosso.

ÁREA DO PORTO ORGANIZADO
Conforme a Portaria-MT nº 238, de 5/5/94 (D.O.U. de 6/5/94), a área do porto organizado de Itaqui, no estado do Maranhão, é constituída:

a) pelas instalações portuárias terrestres, delimitadas pela poligonal definida pelos vértices AFG6HJLC de coordenadas UTM, a seguir relacionados:

PONTO COORDENADA X COORDENADA Y
A 569.463,723 9.716.244,655
F 570.804,613 9.716.841,685
G 571.437,291 9.715.973,294
6 570.689,926 9.715.165,913
H 571.460,874 9.710.563,814
J 570.859,257 9.710.463,028
L 570.034,806 9.715.384,435
C 569.719,675 9.715.669,811

abrangendo todos os cais, docas, pontes e píeres de atracação e de acostagem, armazéns, edificações em geral e vias internas de circulação rodoviária e ferroviária, e ainda os terrenos ao longo dessas áreas e em suas adjacências pertencentes à União, incorporados ou não ao patrimônio do porto de Itaqui ou sob sua guarda e responsabilidade;

b) pela infra-estrutura marítima, compreendida na poligonal ABCD definida pelos vértices de coordenadas geográficas indicados a seguir:

PONTO LATITUDE LONGITUDE
A 2º 37’ 00’’ S 44º 23’ 00’’ W
B 2º 34’ 15’’ S 44º 23’ 00’’ W
C 2º 34’ 15’’ S 44º 22’ 00’’ W
D 2º 37’ 00’’ S 44º 22’ 00’’ W

abrangendo acessos aquaviários, as áreas de fundeio, bacia de evolução, canal de acesso principal e áreas adjacentes a esse, até às margens das instalações terrestres do porto organizado, conforme definido no item "a" anterior, existentes ou que venham a ser construídas e mantidas pela Administração do Porto ou por outro órgão do poder público.

ACESSOS
RODOVIÁRIO – Pela rodovia BR-135, que encontra a BR-222 a 95km de Itaqui.

FERROVIÁRIO – O porto é servido pela Companhia Ferroviária do Nordeste - FCN e compreende o ramal Piçarra – Itaqui, com 17km de extensão, ligado à linha tronco São Luís – Parnaíba, da Superintendência Regional São Luís (SR 12), da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. (RFFSA), e a Estrada de Ferro Carajás (EFC), unindo a região do projeto Grande Carajás, no sudeste do Pará, ao terminal da Ponta da Madeira, localizado no porto.

FLUVIAL – Pelos rios Mearim, Pindaré e Grajaú que, limitados a profundidades de 1m a 2,5m próximo à foz, não são importantes para a movimentação de cargas no porto.

MARÍTIMO – O canal de acesso oferece profundidade natural mínima de 27m e largura aproximada de 1,8km.

INSTALAÇÕES
O porto dispõe de 1.616,00m de cais acostável com profundidade variando de 10,5m e 20,00m distribuídos em sete trechos distintos denominados berços 101, 102, 103, 104, 105, 106 e 107. As instalações de armazenagem existentes no Porto de Itaqui são compreendidas por um armazém de carga geral com capacidade de 6.000t e área de 7.500m2, quatro pátios para armazenagem descoberta com área total de 42.000m2, oito silos pertencentes ao Moinho de Trigo Maranhão, com capacidade de armazenagem estática de 7.200t, quatro silos verticais com capacidade de armazenagem estática de 12.000t, e um silo horizontal com capacidade estática de 8.000t, de propriedade da Companhia Nacional de Abastecimento–CONAB, oferecendo uma capacidade estática total de armazenagem de grãos de 27.200t.

O porto dispõe também de 28 tanques para depósito de combustível perfazendo um total de 81.000t, pertencentes à Petrobrás, Texaco, Shell, Atlantic e Granel Química.

Além das instalações do Porto de Itaqui, o complexo portuário de São Luís-MA, possui ainda dois Terminais Privativos, o de Ponta da Madeira, pertencente à Companhia Vale do Rio Doce - CVRD, constituído de um pier de acostagem para navios de até 450.000 TPB, um pátio descoberto de 125.000m2 para estoque de minério de ferro e manganês, e um silo horizontal para grãos com capacidade estática de 25.000t, e o da ALUMAR, localizado no Estreito dos Coqueiros, onde atracam navios graneleiros em um cais de 252m de comprimento.

O Pier Petroleiro é o mais novo trecho de cais com 320 metros de extensão, correspondendo a dois berços de atracação, o 106 do lado externo que entrou em operação em 03/09/1999, e o 107 na face interna que depende de dragagem e derrocagem para possibilitar sua operacionalidade.

FLUXO DE CARGAS – 2000
O porto de Itaqui movimentou, no cais público, 12.041.063t de cargas e, fora do cais, 46.510.609t, que responderam, respectivamente, por 21% e 79% do movimento total do porto, 58.551.672t.

As principais cargas movimentadas foram:

No cais público:

Granel sólido
Cargas desembarcadas: fertilizantes 211.733t, trigo 79.388t, malte 16.937t,

Cargas embarcadas: minério de ferro 4.051.843t, minério de manganês 491.018t, ferro gusa 1.532.850t, soja 559.987t, alumínio 293.370t.

Granel líquido
Cargas desembarcadas: derivados de petróleo 3.214.151t, soda cáustica 3.803t.

Cargas embarcadas: derivados de petróleo 1.546.898t.

Carga geral
Cargas desembarcadas: carga geral 38.699t.

Cargas embarcadas: carga geral 4.615t.

No longo curso
Cargas importadas: derivados de petróleo 2.419.563t, fertilizantes 211.733t, trigo 79.368t, carga geral 38.699t, malte 16.937t.

Cargas exportadas: alumínio 292.370t, ferro-gusa 1.532.850t, minério de manganês 491.018t, minério de ferro 4.051.843t, soja 559.987t, derivados de petróleo 37.301t, carga geral 4.615t.

Na cabotagem
Cargas desembarcadas: soda cáustica 3.803t, derivados de petróleo 794.588t.

Cargas embarcadas: petróleo e derivados 1.506.388t.

Fora do cais:

TERMINAIS DE USO PRIVATIVO

Granel sólido
Cargas desembarcadas: carvão/coque 273.981t, bauxita 3.048.623t, piche 15.998t.

Cargas embarcadas: minério de ferro 42.349.171t, alumina 497.310t e minério de manganês 147.069t.

Granel líquido
Cargas desembarcadas: soda cáustica 178.012t.

Carga geral
Cargas desembarcadas: carga geral 445t.

No longo curso
Cargas importadas: carvão/coque 273.981t, piche 15.998t, soda cáustica 15.654t, carga geral 445t.

Cargas exportadas: minério de ferro 42.349.171t, alumina 246.741t, minério de manganês 147.059t.

Na cabotagem
Cargas desembarcadas: bauxita 3.048.623t, soda cáustica 162.358t.

Cargas embarcadas: alumina 250.569t.

Discriminação das cargas movimentadas fora do cais

Terminal da Ponta da Madeira (Cia. Vale do Rio Doce)

No longo curso
Cargas exportadas: minério de ferro 42.349.171t.

Na cabotagem
Cargas embarcadas: minério de ferro 165.251t.

Evolução da exportação de minério de ferro pelo terminal da Ponta da Madeira (Companhia Vale do Rio Doce)
1994 – 36.642.342t; 1995 – 38.984.844t; 1996 – 36.215.479t; 1997 – 38.380.398t; 1998 – 38.235.637t; 1999 – 34.596.733t; 2000 – 42.349.171t.

Terminal da Alumar

No longo curso
Cargas importadas: carvão/coque 273.981t, piche 15.998t, soda cáustica 15.654t, carga geral 445t.

Cargas exportadas: alumina 246.741t.

Na cabotagem
Cargas desembarcadas: soda cáustica 162.358t, bauxita 3.048.623t.

Cargas embarcadas: alumina 250.569t.

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: ITAQUI-MA
– 1986 - 2000 –
(Em t.)
ANO EMBARQUE DESEMBARQUE TOTAL
Granel Sólido Granel Líquido Carga Geral Sub Total Granel Sólido Granel Líquido Carga Geral Sub Total
1986 11.638.866 3.180 138.301 11.780.347 1.527.169 522.600 57.563 2.107.332 13.887.679
1987 23.830.189 5.274 184.565 24.020.028 2.011.871 685.760 24.832 2.722.463 26.742.491
1988 30.300.581 556 176.874 30.478.011 2.003.811 960.142 17.287 2.981.240 33.459.251
1989 32.374.279 182.793 32.557.072 2.268.776 1.107.745 19.199 3.395.720 35.952.792
1990 32.609.933 203.131 32.813.064 2.690.931 1.071.509 50.493 3.812.933 36.625.997
1991 33.190.532 335.978 33.526.510 2.959.499 911.575 20.093 3.891.167 37.417.677
1992 33.156.894 311.107 33.468.001 2.767.931 1.105.099 29.854 3.902.884 37.370.885
1993 35.405.241 300.324 35.705.565 2.840.473 1.095.192 37.269 3.972.934 39.678.499
1994 38.363.803 349.543 38.713.346 2.991.464 1.188.183 27.932 4.207.579 42.920.925
1995 45.346.521 212.984 287.885 45.847.390 3.098.362 1.824.196 72.714 4.995.272 50.842.662
1996 41.999.302 1.196.143 305.663 43.501.108 3.298.750 2.634.759 34.172 5.967.681 49.468.789
1997 43.468.988 1.412.612 285.200 45.166.800 3.162.681 2.890.722 50.619 6.104.022 51.270.822
1998 43.812.875 1.668.403 212.316 45.693.594 3.117.277 3.465.979 26.583 6.609.839 52.303.433
1999 39.388.235 1.107.430 2.349 40.498.014 3.518.396 2.956.683 23.246 6.498.325 46.996.339
2000 49.921.618 1.543.689 4.615 51.469.922 3.646.640 3.395.966 39.144 7.081.750 58.551.672

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS
PORTO: ITAQUI-MA
– 1996 - 2000 –

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO CAIS, POR NAVEGAÇÃO
PORTO: ITAQUI-MA
– 1993- 2000 –
(Em t.)
LONGO CURSO
ANO EMBARQUE DESEMBARQUE TOTAL
Granel Sólido Granel Líquido Carga Geral Sub Total Granel Sólido Granel Líquido Carga Geral Sub Total
1993 88.898 300.324 389.222 108.471 637.755 37.269 783.495 1.172.717
1994 139.974 349.543 489.517 202.517 639.801 27.932 869.900 1.359.417
1995 5.786.827 287.885 6.074.712 171.281 686.127 72.714 930.122 7.004.834
1996 5.141.195 204.804 5.345.999 172.851 1.969.786 34.172 2.176.809 7.522.808
1997 4.532.589 151.908 4.684.497 180.712 2.265.905 50.619 2.497.236 7.181.733
1998 4.658.357 48.642 4.706.999 291.244 2.512.271 26.469 2.829.984 7.536.983
1999 4.308.861 2.349 4.311.210 231.054 1.911.227 23.246 2.165.527 6.476.737
2000 6.928.068 37.301 4.615 6.969.984 308.038 2.419.563 38.699 2.766.300 9.736.284
CABOTAGEM
ANO EMBARQUE DESEMBARQUE TOTAL
Granel Sólido Granel Líquido Carga Geral Sub Total Granel Sólido Granel Líquido Carga Geral Sub Total
1993 43.284 43.284 8.095 325.382 333.477 376.761
1994 16.302 16.302 438.649 438.649 459.951
1995 212.984 212.984 4.568 987.467 992.035 1.205.019
1996 1.196.143 1.196.143 487.538 487.538 1.683.681
1997 1.412.612 1.412.612 405.777 405.777 1.818.389
1998 86.782 1.668.403 225 1.755.410 815.458 114 815.572 2.570.982
1999 22.963 1.107.430 1.130.393 856.337 856.337 1.986.730
2000 1.506.388 1.506.388 798.391 798.391 2.304.779

EVOLUÇÃO DA MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS NO CAIS, MENSAL NO ANO
PORTO: ITAQUI-MA
– 1995- 2000 –
(Em t.)
MÊS 1995 1996 1997 1998 1999 2000
Janeiro 1.122.262 742.322 769.735 650.447 871.090 1.094..023
Fevereiro 666.869 542.147 573.158 644.743 441.939 651.809
Março 356.462 704.201 876.158 934.808 683.915 1.023.000
Abril 396.436 884.464 545.893 915.041 586.005 751.812
Maio 615.276 686.736 852.920 692.988 852.973 1.002.837
Junho 706.491 884.378 615.410 938.440 544.460 709.552
Julho 637.160 772.211 852.009 1.057.821 650.488 699.053
Agosto 615.226 776.838 763.310 934.014 598.139 1.157.120
Setembro 706.491 746.110 880.177 777.477 619.618 1.080.092
Outubro 693.149 920.509 892.366 796.748 979.198 1.064.420
Novembro 844.211 815.960 650.058 877.622 808.252 1.408.204
Dezembro 750.022 730.613 728.928 887.816 827.390 1.399.141
Total 8.209.853 9.206.489 9.000.122 10.107.965 8.463.467 12.041.063

MOVIMENTAÇÃO DE CARGAS POR NATUREZA, NO CAIS, MENSAL, POR NAVEGAÇÃO
PORTO: ITAQUI-MA – 2000 –
(Em t)
LONGO CURSO
MÊS GRANEL SÓLIDO GRANEL LÍQUIDO CARGA GERAL TOTAL
Desembarque Embarque Desembarque Embarque Desembarque Embarque
Janeiro 20.040 707.826 125.083 1.029 853.978
Fevereiro 18.524 459.758 433 1.237 479.952
Março 18.211 587.130 224.283 14.777 525 844.926
Abril 4.005 393.043 181.797 576.845
Maio 577.121 192.370 1.634 2.164 773.289
Junho 29.935 256.323 258.969 131 545.358
Julho 5.298 336.565 202.426 1.419 649 546.357
Agosto 47.753 792.691 191.891 807 25 1.033.167
Setembro 57.631 673.622 171.713 2..899 15 905.880
Outubro 59.901 533.599 273.248 2.279 869.027
Novembro 40.108 815.236 288.162 34.100 2.043 1.179.649
Dezembro 6.632 795.154 309.621 3.201 11.248 1.125.856
Total 308.038 6.928.068 2.419.563 37.301 38.699 4.615 9.736.284
CABOTAGEM
MÊS GRANEL SÓLIDO GRANEL LÍQUIDO CARGA GERAL TOTAL
Desembarque Embarque Desembarque Embarque Desembarque Embarque
Janeiro 129.119 110.926 240.045
Fevereiro 163.144 8.713 171.857
Março 39.003 139.071 178.074
Abril 43.025 129.942 172.967
Maio 78.877 150.671 229.548
Junho 39.356 124.838 164.194
Julho 47.624 105.072 152.696
Agosto 45.985 77.968 123.953
Setembro 49.411 124.801 174.212
Outubro 30.540 164.853 195.393
Novembro 88.150 140.405 228.555
Dezembro 44.157 229.128 273.285
Total 798.391 1.506.388 2.304.779
TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS
Porto de Itaqui - MA
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